Filho mais novo de Barrichello vence em Interlagos e planeja futuro: “Trabalhar para mais vitórias”

Fefo Barrichello, no centro, comemora vitória em Interlagos com o pai Rubinho e o irmão Eduardo (Foto: Duda Bairros/Vicar)
Fefo Barrichello, no centro, comemora vitória em Interlagos com o pai Rubinho e o irmão Eduardo (Foto: Duda Bairros/Vicar)

Por Guilherme Faber (@fabergui) e Matheus Brum (@matheustbrum)

Fernando Barrichello, o “Fefo”, carrega não só o sobrenome famoso do automobilismo, mas também o status de uma das caras novas da Fórmula 4 Brasil da temporada de 2022. O filho mais novo do Rubens Barrichello, de 17 anos, compete pela equipe “Full Time Sports” junto com Pedro Clerot, Ricardo Gracia, Nelson Neto e é o quinto colocado na classificação geral com 82 pontos.

Recentemente, Fefo fez as três etapas no Autódromo de Velocitta, em Mogi Guaçu (SP). Na primeira acabou na quinta posição. A corrida 2 já teve sabor especial por ter terminado em terceiro e, ao mesmo tempo, com pódio “familiar” ao lado dos seus primos Nicolas Giaffone (1º lugar) e Felipe Bartz (Terceiro).

Quanto a terceira e última corrida Fernando terminou em sexto. Em entrevista exclusiva para o Yahoo Esportes, Fernando citou a intensidade de Velocitta e que os resultados motivam a trabalhar para detectar o que acontece com o seu veículo.

“As provas em Velocitta são intensas, com poucos lugares de ultrapassagens e de poucas retas. Você errou na curva 1 e já está de novo na curva 1 para tentar acertar. É uma pista que você tem poucos lugares para respirar. Provavelmente é a pista que mais exige no ano. Infelizmente os resultados não foram à altura que nós esperávamos, mas foram ‘ok’ para o campeonato e vamos buscar trabalhar para entender o que acontece com o carro”, garantiu.

A primeira temporada de F4 Brasil já ficou marcada pela consagração de Fefo, ou seja, a sua primeira vitória, logo no icônico circuito de Interlagos.

“A vitória (Corrida 2 de Interlagos) foi muito especial e também tira um ‘peso’ das costas. Tranquiliza um pouco. Ajuda, mas mais pelo lado positivo de ter ganho a corrida. Vamos trabalhar para conquistar mais vitórias”, admitiu.

As etapas de Goiânia, em 23 de outubro, e de Brasília, que está agendada para 20 de novembro, marcarão o encerramento desta época. Pedro Clerot lidera com folga com 177 pontos, Lucas Staico aparece na vice-liderança com 101 pontos e Vinícius Tessaro é o terceiro com 74 pontos conquistados.

Ciente da situação de tabela nesta reta final da F4 Brasil, Fefo evitou planos e optou pelo pensamento de “passo a passo”. “Pedro Clerot conseguiu uma distância muito grande para o título. No automobilismo pode acontecer qualquer coisa, vamos brigar por vitórias e o campeonato nós não podemos preocupar. Tem que ser o que vai ser depois dos resultados”, opinou.

A Fórmula 4 Brasil é regulamentada pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo), “nasceu” de um acordo firmado da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) com a F/Promo Racing, companhia que organizava a Fórmula Vee, a própria F4 brasileira e que em 2022 foi substituída pela Vicar.

O objetivo da F4 é ajudar jovens pilotos a ocuparem no futuro posições de destaque no universo da velocidade. Essa competição com o “aval” da FIA influencia na soma de pontos para obtenção de licenças em uma futura carreira adulta. Todos os 16 concorrentes ainda são menores de idade.

Herança Barrichello

O sobrenome por si só já permite qualquer associação com o pai Rubinho Barrichello. Mas, para Fefo, isso não é sinônimo de cobrança. “Não vejo como cobrança, mas uma situação muito boa pelo fato de eu extrair muita experiência do meu pai. É o cara mais experiente que tem e vejo como qualidade”, argumentou.

Mesmo sem essa cobrança, o jovem piloto garante que pegou algumas características que marcam a carreira do pai nas pistas. “A característica parecida é a da velocidade e eu tento buscar as melhores qualidades do meu pai, como acertar o carro, a paciência e a calma para ter a minha característica [na pilotagem]”, cravou Fefo.

Objetivos para o futuro

Não bastasse o pai, o seu irmão, Eduardo Barrichello, de 20 anos, também é piloto, mas dentro do cenário europeu pela quarta edição da FRECA (Fórmula Regional Europeia by Alpine), com o time Arden Motorsport. Questionado se cogita uma mudança para competições no Velho Continente, disse que no momento o seu foco é a F4.

“(Futuro) Isso ainda não fica decidido porque acontece tudo em cima da hora. Nós temos as opções, temos que olhar e ver o que podemos fazer, os patrocinadores e etc. Vou deixar o futuro e focar no presente para conseguir os melhores resultados neste fim de Fórmula 4 Brasil”, concluiu.