Filho de Mauricio de Sousa diz que recebeu ameaça ao revelar homossexualidade e quis contratar segurança: 'Tinha medo de morrer'

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Mauro de Sousa rebateu crítica por usar máscara símbolo do movimento LGBT+
Mauro de Sousa rebateu crítica por usar máscara símbolo do movimento LGBT+

O diretor Mauro de Sousa, um dos filhos do criador do "Turma da Mônica" Mauricio de Sousa, fez um desabafo no Instagram contando como foi ter a sexualidade exposta na mídia, após o pai divulgar uma foto com ele o genro tomando café em casa. Mauro, de 33 anos, revelou que chegou a receber ameaça de agressão física e que teve medo de morrer.

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O desabafo foi feito na legenda de uma foto que ele compartilhou para mostrar uma crítica que havia recebido de um internauta por usar uma máscara colorida, símbolo da comunidade LGBT+. O seguidor opinou ser "desnecessário" o uso da máscara temática e afirmou que "ser gay é coisa mais normal do mundo".

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"Sabe, eu já pensei como você. Eu também achava que ser gay era supernormal. Levantar bandeira pra quê, se eu estou bem e seguro no meu mundo burguês? Já que não acontece comigo, então é mimimi. Até que, no ano passado, a minha sexualidade foi amplamente exposta. De repente, todo mundo sabia que eu era gay. E sem que eu tivesse controle, estavam falando sobre mim. Recebi mensagens, das mais amorosas às mais odiosas. Estas, foram cruéis e assustadoras: me xingavam de tudo quanto é nome e ameaçavam a minha integridade física. Meu nome foi parar até em boca de político! Eu e meus pais cogitamos contratar um segurança pessoal pra andar ao meu lado. Eu tinha medo de sair de casa, de ir ao supermercado… tinha medo de morrer. Eu queria ser invisível. Eu fiquei doente. Foi um choque de realidade", desbafou Mauro.

Ele prosseguiu ponderando: "Mas também, foi o gatilho que eu precisava para o meu amadurecimento. É claro que eu não desejo isso a ninguém, mas todo esse episódio me tirou de um estado de alienação e me ampliou horizontes: o mundo era muito maior do que o meu umbigo. E eu tive duas opções, Israel. Ou eu continuava na minha ignorância egoísta ou eu tomava uma atitude. E eu escolhi. Eu escolhi defender a causa porque como minha família é conhecida e me respeita, eu podia representar uma possibilidade àquele LGBT que se acha um fardo. Usar a máscara colorida simboliza a esperança de poder viver sem medo e, pra mim, acima de tudo, ela expressa a minha transformação em uma pessoa muito mais empática".

"Israel, não faça como eu e não espere um baque acontecer pra se conscientizar da importância de sair da sua zona de conforto. Mas faça como eu e opte pelos outros. Tem muito LGBT+ na \uD835\uDE23\uD835\uDE22\uD835\uDE25 por aí e eles precisam da gente. Porque acredite, Israel, o que eu sofri virtualmente é fichinha perto do que muitos LGBTs sofrem na vida real. Situações que um hétero jamais vai vivenciar. Espero, de verdade, que você e quem ler este texto, seja LGBT ou não, reflita sobre o quanto “em si mesmados” nós estamos, em um mundo que está urgentemente precisando de mais solidariedade".