Filho de petista morto alerta sobre uso eleitoral de vídeo com Bolsonaro sem aval da família

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*Arquivo* FOZ DO IGUAÇU, PR, 11.07.2022 - Leonardo de Arruda durante enterro de seu pai, Marcelo de Arruda, em Foz do Iguaçu. (Paulo Lisboa/Folhapress)
*Arquivo* FOZ DO IGUAÇU, PR, 11.07.2022 - Leonardo de Arruda durante enterro de seu pai, Marcelo de Arruda, em Foz do Iguaçu. (Paulo Lisboa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O filho mais velho do militante petista Marcelo de Arruda, que foi assassinado em sua festa de 50 anos por um bolsonarista, afirmou à Folha de S.Paulo que o vídeo da conversa de seus tios com o presidente Jair Bolsonaro (PL) está sendo usado sem autorização para uma possível campanha.

Leonardo de Arruda, 26, criticou o uso político do material. "Gravaram, publicaram sem autorização da minha família, estão usando a imagem da nossa família para uma possível campanha. Não basta o que fizeram com meu pai e estão usando o nome da minha família", disse.

A ligação por vídeo foi feita pelo deputado bolsonarista Otoni de Paula (MDB-RJ), que esteve na casa de um dos irmãos de Marcelo, com o aval de Bolsonaro, para intermediar a conversa. Segundo ele, o presidente conversou com dois irmãos do petista assassinado: José e Luiz de Arruda.

Para o filho de Marcelo, a culpabilização de seu pai tem incomodado bastante. "O ódio não está em mim, na nossa família. A gente estava comemorando, não foi a gente que procurou isso. Não foi a gente que matou. A gente não odeia ninguém", afirmou.

Ele afirma que um dos seus tios, inclusive, cobrou que parte da imprensa se retratasse por essa postura. "Meu tio pediu retratação pública, pedindo para a imprensa que está colocando meu pai como causador de tudo, para dizer que ele foi a vítima de um assassino extremista."

Marcelo foi assassinado a tiros pelo policial penal bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho, que invadiu a festa de aniversário com temática do PT. Jorge também foi baleado e está internado em estado grave.

Leonardo não citou Bolsonaro diretamente, mas o presidente criticou a violência de "petistas" que chutaram a cabeça de Jorge, após a troca de tiros com Marcelo. Ferido, no chão, o atirador foi alvo de chutes de convidados que estavam na festa do militante do PT.

O presidente disse ainda esperar a conclusão da investigação "para a gente ver que teve problema lá fora, onde o cara que morreu, que estava lá na festa, jogou pedra no vidro daquele cara que estava com o carro do lado de fora". "Depois, ele voltou e começou o tiroteio lá e morreu o aniversariante", afirmou Bolsonaro.

Um dos irmãos que participou do vídeo, Luiz Arruda, disse à Folha nesta tarde que a família ainda não havia decidido o que faria em relação ao convite de Bolsonaro para que fossem a Brasília nesta quinta-feira (14) para participar de uma entrevista. Ele afirmou que as decisões seriam todas tomadas coletivamente.

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