Filho de vítima do massacre de Atlanta arrecada US$ 1,5 milhão em doações

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Vizinhos colocam flores e mensagens em frente ao Gold Spa, onde Hyun Jung Grant, de 51 anos, foi morta em um ataque que levou oito vidas na cidade de Atlanta, nos EUA

O filho de uma das seis mulheres de ascendência asiática assassinadas por um homem branco que atacou três casas de massagem no estado americano da Geórgia (sul) arrecadou 1,5 milhão de dólares até a noite de sexta-feira (19), após pedir ajuda para ele e seu irmão mais novo pela plataforma GoFundMe.

Randy Park, de 23 anos, tinha como meta arrecadar 20 mil dólares depois que sua mãe, Hyun Jung Grant, foi baleada e morta no Gold Spa, em Atlanta, e ele e seu irmão de repente se viram diante de um futuro incerto.

"Ela era uma mãe solteira que dedicou sua vida inteira para cuidar de mim e do meu irmão", afirmou Park na página da campanha. Ele acrescentou que não teve tempo de chorar porque tem "um irmão mais novo para cuidar e questões para resolver como resultado dessa tragédia".

"Fui aconselhado a sair da minha casa atual até o fim de março para economizar dinheiro e encontrar um novo lugar para morar", disse ele, acrescentando que "complicações legais" o impediram de ter acesso ao corpo de sua mãe para enterrá-la.

Grant, de 51 anos, foi uma das quatro mulheres mortas em Atlanta, junto com Soon C. Park, 74; Yong A. Yue, 63; e Suncha Kim, 69, de acordo com o escritório do perito médico do condado de Fulton.

As outras quatro vítimas foram Xiaojie Tan, a proprietária do spa, de 49 anos, que foi descrita como "a pessoa mais doce, gentil e generosa" por um cliente de longa data, Greg Hynson, em declarações ao New York Times.

O ataque custou ainda a vida de Delaina Yaun, de 33 anos, uma mãe de dois filhos que estava no local para receber uma massagem junto com seu marido, Daoyou Feng, 44, que trabalhava no estabelecimento e também morreu, e de Paul Andre Michels, 54, outro funcionário.

Segundo a polícia, o homem de 21 anos, preso pelas oito mortes, declarou que era um viciado em sexo e não um racista, mas o massacre atingiu fortemente a comunidade asiática nos Estados Unidos, alvo de frequentes ataques racistas desde o início da pandemia do coronavírus, que surgiu na China.

Park disse em seu pedido de ajuda que perder sua mãe "colocou uma nova lente em meus olhos sobre a quantidade de ódio que existe em nosso mundo".

Ele tem enviado mensagens de agradecimento a todos os doadores.

"Não sei como colocar em palavras o quanto sou grato e abençoado por receber tanto apoio", escreveu o jovem. "Viverei o resto de meus dias agradecido àqueles que deram a minha família uma segunda chance."

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