Filhos de Bolsonaro defendem Carla Zambelli no uso de arma na rua

Carla Zambelli saca arma em SP (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Carla Zambelli saca arma em SP (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Integrantes da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) criticaram a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que neste sábado sacou uma arma contra um homem nos Jardins, área nobre de São Paulo.

Embora admitam que o impacto tende a ser negativo a poucas horas das eleições, avaliam que, até pelo prazo, o episódio não teria um potencial “destrutivo” para Bolsonaro.

O núcleo duro do QG bolsonarista acredita que o fato de ser mulher pode atenuar a repercussão. De todo modo, a recomendação de estrategistas da campanha é que Bolsonaro se mantenha longe o caso. Não se sabe, contudo, se Bolsonaro seguirá essa orientação: Zambelli é uma das aliadas mais fieis do presidente.

Os filhos do presidente, contudo, se apressaram defender a aliada e usaram o fato de ela ser mulher com principal argumento de defesa.

"Quero ver quem vai defender agressão de mulher agora. Muitas máscaras cairão. Fica firme, Carla Zambelli", escreveu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Nenhuma mulher merece ser agredida, quanto mais por suas opiniões. Todo apoio a Carla Zambelli", registrou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Os integrantes da campanha ainda lembram que o episódio tirou das redes a polêmica sobre os microempreendedores individuais (MEI), que estava sendo explorada pela campanha para tentar desgastar Lula. Durante o debate, o petista afirmou que Bolsonaro inflava o número de empregados no país ao incluir os microempresários.

A parlamentar alega que foi "hostilizada". A versão dela, porém, está sendo colocada em dúvida até mesmo por aliados. Muitos afirmam que ela está perdendo o controle da narrativa, pelos vídeos que ficaram públicos até agora.

Restrição eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também avalia se cabe adotar providências contra a deputada por uso de arma em rua de São Paulo neste sábado. Uma resolução aprovada pela Corte em setembro proíbe o transporte de armas e munições, em todo o território nacional, por parte de colecionadores, atiradores e caçadores no dia das eleições, nas 24 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas que o sucedem.

O GLOBO apurou que o tribunal pode abrir investigação para saber se a parlamentar tem porte de arma. Caso não tenha, e seja apenas CAC — sigla para colecionadores, atiradores e caçadores — ela estaria proibida de estar com a arma na rua.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Qual a data do segundo turno das Eleições 2022?

O segundo turno será disputado no dia 30 de outubro, último domingo do mês. Assim como no primeiro turno, o horário em que os colégios eleitorais estarão abertos para receber os eleitores será das 8h às 17h no horário de Brasília. Locais com fuso diferentes do da capital deverão adaptar seus horários para que o encerramento em todo o país seja simultâneo.

Quais cargos serão votados no segundo turno das Eleições 2022?

Em estados nos quais houver necessidade, haverá disputa para governador. Todos os estados e o Distrito Federal votarão para presidente da República.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica no segundo turno das Eleições 2022

  1. Governador (dois dígitos)

  2. Presidente da República (dois dígitos)

Presidente: qual a função que esse cargo exerce?

O presidente da República exerce a função de chefe do poder Executivo e de chefe do Estado (autoridade máxima) de forma simultânea em uma nação cujo sistema de governo é denominado presidencialismo.

Como chefe do poder Executivo, o presidente é responsável pelas ações e decisões cotidianas da política brasileira.

Por exemplo: como criar políticas públicas e programas governamentais, como gerir a administração federal, sugerir novas leis, dentre outras atividades. Já como chefe de Estado, o presidente é o representante máximo do país que o elegeu perante o mundo.

Governador: qual a função que esse cargo exerce?

O governador é representante do Poder Executivo, com objetivo de governar o povo e conduzir os interesses públicos de cada estado.

Assim, a função do governador é comandar de forma completa o estado e representá-lo em ações jurídicas, políticas e administrativas. Ele também defende todos os interesses e necessidades do estado para com o presidente da República.

O Poder Executivo estadual também possui a função de articulação política com o governo federal, bem como com os municípios que integram o estado.

O que está sob a gestão dos governadores?

  • Segurança pública Uma das maiores responsabilidades do governador estadual é a segurança pública, envolvendo o total controle das Polícias Civil e Militar e a construção e administração de presídios.

  • Saúde – Está na alçada do governador criar as políticas de saúde estaduais e organizar o atendimento todo o atendimento de saúde, construindo e mantendo hospitais e instalações – laboratórios, centros de doação de sangue e centros de atendimento complexo (hospitais do câncer, por exemplo).

  • Educação No quesito educacional, o principal foco do governador costuma ser o ensino médio, hoje considerada a mais problemática das etapas do ensino formal brasileiro.

  • Definir o orçamento estadual – Os documentos orçamentários são de responsabilidade do governador estadual. Eles visam fomentar o planejamento de curto e médio prazo do estado, trazendo mais transparência ao uso dos recursos públicos.

  • Infraestrutura estadual – A responsabilidade sobre toda a infraestrutura é mantida na alçada do governador estadual. Rodovias e portos, por exemplo, precisam receber cuidados do governo.

  • Adquirir investimentos federais para estados e municípios – Para viabilizar projetos de grande porte, tanto o estado quanto os municípios dependem de investimentos vindos do governo federal. Para isso, o governador é importante e peça-chave na articulação política entre União, estado e municípios.