Filhos de Bolsonaro exaltam manifestações golpistas nas redes sociais

Apoiadores de Jair Bolsonaro fazem atos golpistas (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Apoiadores de Jair Bolsonaro fazem atos golpistas (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usaram as redes sociais, nesta quarta-feira (2), para exaltar os protestos realizados por bolsonaristas que pedem intervenção federal contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais.

Flávio se manifestou após o pai, presidente Jair Bolsonaro (PL), ter gravado vídeo pedindo aos manifestantes que desbloqueiem as rodovias.

Grupos de apoiadores do mandatário ocupam as vias desde a noite do dia 30 de outubro, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter anunciado o resultado das urnas.

No Twitter, o senador publicou um vídeo e escreveu: “Aplausos de pé a todos os brasileiros que estão nas ruas protestando, espontaneamente, contra a falência moral do nosso país! Confiem no Capitão!“.

Antes dele, Eduardo ja havia usado as redes sociais para falar sobre o assunto. O deputado citou um trecho do discurso do pai, feito na terça (1º), 40 horas após a derrota para o adversário petista.

Na frase, o mandatário classificava os atos golpistas como “movimentos populares” que disse serem fruto “de indignação e sentimento de injustiça”.

“Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça como se deu o processo eleitoral”, cita Flávio, acrescentando um vídeo de uma manifestação realizada no Rio de Janeiro, na frente do Comando Militar do Leste.

Ambas as publicações dos filhos do presidente foram excluídas dos perfis.

Nesta quarta, o chefe do Executivo publicou um vídeo nas redes sociais em que pede a desobstrução das rodovias, mas continuou chamando as manifestações de “legítimas”.

“Quero fazer um apelo a você: desobstrua as rodovias. Isso daí não faz parte, no meu entender, dessas manifestações legítimas. Não vamos perder, nós aqui, essa nossa legitimidade”, declarou.