Filhotes de ararinhas-azuis nascem na Bahia após 20 anos de extinção no país

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JUAZEIRO — Três filhotes de ararinhas-azuis nasceram na região da Caatinga baiana entre os meses de abril e junho deste ano. Os nascimentos ocorreram 20 anos após a espécie ser declarada extinta no país.

O primeiro filhote de ararinha-azul nasceu em 13 de abril, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os outros dois nasceram em 6 e 9 de junho.

Os filhotes são fruto de um casal que veio da Alemanha, no ano passado. Na ocasião, 52 exemplares foram repatriados do país europeu. Desse total, 14 estão dispostos em pares em recintos para reprodução.

Os animais repatriados pertenciam à Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), uma associação alemã que detinha grande número de espécies da ararinha-azul.

As aves devem ser reintroduzidas na natureza, segundo a analista ambiental e responsável pela Área Temática de Pesquisa, Monitoramento e Manejo do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) ICMBio Juazeiro, Camile Lugarini.

— O acordo foi estabelecido entre ICMBio e ACTP em 2019 para construção de um centro de reprodução no interior do Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha Azul, unidade de conservação federal criada em 2018 para abranger a população a ser reintroduzida — explicou Lugarini, em entrevista à Agência Brasil.

A ararinha-azul é considerada extinta no Brasil desde os anos 2000. De lá para cá, foram registradas cerca de 160 ararinhas em cativeiros privados, segundo o ICMBio. Atualmente são aproximadamente 240 animais dessa espécie no mundo e todos estão em cativeiro.

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