Fillon e Melenchon buscam impulso de última hora na eleição presidencial francesa

PARIS/MARSELHA (Reuters) - Dois dos candidatos à eleição presidencial na França, François Fillon e Jean-Luc Melenchon buscaram apoio em grandes eventos neste domingo, fazendo um esforço final diante de um primeiro turno cada vez mais apertado.

Durante semanas, as pesquisas mostraram Emmanuel Macron, de centro, e a líder da extrema direita, Marine Le Pen, a caminho da liderança da primeira rodada de votações em 23 de abril e em direção ao segundo turno em 7 de maio.

Mas as últimas pesquisas mostraram que a corrida está apertada, com os candidatos favoritos esmorecendo e o candidato de extrema esquerda Melenchon subindo após fortes performances em dois debates na televisão.

Uma pesquisa da Kantar Sofres para os órgãos de imprensa Le Figaro, LCI e RTL mostraram que Macron e Le Pen estão empatados com 24 por cento no primeiro turno, enquanto Melenchon está em terceiro lugar pela primeira vez, com 18 por cento, seis pontos a frente do que estava em meados de março.

Isto o colocou à frente do candidato conservador Fillon, cuja campanha passou por dificuldades enquanto ele tentava se defender de alegações de nepotismo.

Falando em um grande evento na cidade portuária de Marselha, Melenchon soou confiante.

"Nós podemos ouvi-la. Nós podemos senti-la. A vitória está ao nosso alcance", disse Melenchon, que deseja tirar a França da OTAN e também realizar um referendo sobre a permanência na União Europeia.

Organizadores disseram que 70 mil pessoas se reuniram no distrito do Antigo Porto, em Marselha, para ouvir Melenchon.

Fillon também espera uma reviravolta.

"Ainda há tudo em jogo. Os dias a nossa frente serão decisivos", disse Fillon a seus animados apoiadores que balançavam a bandeira francesa em uma demonstração de força em Paris que, de acordo com organizadores, reuniu 20 mil pessoas.

Não há estimativas independentes para o tamanho das multidões.

Com um em cada três eleitores franceses indecisos, ainda há chance de acontecer uma surpresa no primeiro turno.

(Por Sarah White e Jean-Francois Rosnoblet)