Filme sobre o rapper niteroiense Speed terá pré-estreia on-line

Leonardo Sodré
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Divulgação / Brunel Galhego

NITERÓI — A campanha de financiamento coletivo para o lançamento do documentário “Psicopata camarada”, sobre a vida e a obra do rapper niteroiense Speedfreaks, ou simplesmente Speed, já arrecadou mais de R$ 9 mil, 90% da meta. Uma coleção de vestuário foi desenvolvida exclusivamente para os fãs, e quem adquirir os itens até o próximo dia 31 também garante acesso à pré-estreia on-line, em fevereiro.

Claudio Marcio de Souza Santos nasceu em 1972 em Niterói e começou sua carreira na década de 1990 com o grupo Speed Freaks, ao lado de Black Alien e DJ Rodrigues. Em seus 20 anos de estrada, gravou diversos álbuns e fez parcerias com grandes nomes da música brasileira, integrou a banda Planet Hemp e cantou ao lado de Herbert Vianna, Fernanda Abreu e outros artistas. Considerado o precursor da nova escola do rap nacional, teve músicas com repercussão no Brasil e no exterior. Speed morreu tragicamente: foi assassinado em 2010, num dos acessos ao Morro do Sabão, no Centro, num crime jamais desvendado pelas autoridades.

— Mesmo num período difícil como o que estamos vivendo, achamos que era importante realizar esta campanha pelo filme ainda este ano, quando se completa uma década da morte do Speed. É muito importante resgatarmos a memória dele, sobretudo para as novas gerações — diz o produtor e artista visual Rafael Porto, à frente do projeto.

O documentário é um curta-metragem de aproximadamente 30 minutos, que parte de uma narrativa na qual o próprio Speed volta para contar sua história. A partir de fragmentos de sua vida e obra, com material de arquivo como músicas, depoimentos, entrevistas, fotografias, apresentações e videoclipes, o filme mergulha no universo do artista, em sua trajetória e em seus conflitos pessoais, com o objetivo de revelar toda a irreverência e a personalidade única que fizeram dele um personagem singular na linha do tempo do rap nacional. A campanha é feita pelo site Benfeitoria, no link benfeitoria.com/speed.

Rafael Porto desenvolve desde 2014 o projeto de pesquisa Speed Vive, que resgata a memória do rapper e já rendeu livro e diversas postagens nas redes sociais de vídeos e fotos do artista considerados raros. Ele diz que, antes de tudo, o filme é uma homenagem ao psicopata camarada das ruas de Niterói.

— Nessa pesquisa eu trabalhei em conjunto com a irmã do Speed, Lia Santos, que preservou o material dele durante anos. Chego nesta fase final do projeto com a missão cumprida, coroando-o com o documentário.O filme foi produzido de forma 100% independente — comemora.

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