Filme de suspense infantil com Carla Daniel e Sávio Moll homenageia o Cosme Velho

Por que será que uma casa no Cosme Velho não é vendida? É em busca da resposta para essa pergunta que se desenrola a trama do filme “O mistério da Rua Cosme Velho”, em que o bairro da Zona Sul surge como protagonista, amanhã, em plataformas de streaming. O filme infantil, com boas pitadas de suspense, tem direção de Luan Moreno e roteiro de Francisco Malta. No elenco, marcam presença Carla Daniel, no ar na reprise de “Chocolate com pimenta”, que sucedeu “O cravo e a rosa”, ambos da TV Globo; e Sávio Moll, sucesso como o Sr. Tomatini da série infantil “D.P.A”.

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O longa, que, como o título evidencia, se passa no Cosme Velho e narra a história de duas famílias de corretores, que em um fim de semana aparecem na casa, localizada no bairro, e decidem se hospedar lá. A mãe de uma família e o pai da outra se odeiam, pois foram namorados no passado. Mas agora Ana Lúcia, vivida por Simone Soares, e Edgar, interpretado por Sávio Moll, estão separados e com seus respectivos filhos. As crianças vão se unir para decifrar o mistério ao perceberem que nem tudo na casa é o que parece ser. Para descobrir o motivo pelo qual a tal casa não é vendida, eles contam com a ajuda da governanta Ernestina (Carla Daniel), à primeira vista amigável, mas que, aos poucos, se mostra ameaçadora. A trama também conta com um relógio do tempo, uma peça fundamental, que tem ligação direta com o mistério.

O roteirista Francisco Malta, professor do Ibmec Rio, conta que a ideia é fazer com que, junto aos personagens, as crianças que vão assistir ao longa, com ajuda de suas famílias, desvendem o mistério da Rua Cosme Velho:

— É um filme para toda a família, bem ao estilo Agatha Christie. É uma temática pouco explorada no nosso cinema e que eu adoro.

Malta se considera um ávido leitor das obras de Machado de Assis. O roteiro, para ele, é uma homenagem ao bairro e também, ao escritor, que viveu no Cosme Velho.

— Minha principal inspiração veio dos contos de Machado, e o próprio autor recebeu de Carlos Drummond de Andrade o apelido carinhoso de Bruxo do Cosme Velho. Juntei esta ideia à minha paixão pelas histórias de suspense. Minha inspiração também veio daquelas ruas e de todo conceito de arte que o bairro nos proporciona como cidadãos. Lá tem o Cristo Redentor, que é um cartão-postal conhecido no mundo todo. É um bairro adorável e muito especial na cidade. Ainda temos o Instituto Casa Roberto Marinho. Para temperar a trama de mistério, juntei as crianças — diz.

Mineiro radicado no Rio, Malta destaca que vivemos um momento muito sensível e que sua obra busca olhar o lado bom e permitir que as pessoas possam se encantar novamente pela Cidade Maravilhosa.

Roteirista dos filmes “Uma tia da pesada” (2019) e “De folha em flor” (2020), Malta considera mágico o poder de conferir como a história se transpõe para as telas. O trabalho em equipe, segundo ele, é o que possibilita o resultado. Para quem pensa em seguir a carreira do audiovisual, ele ressalta o estudo e a disciplina como fundamentais:

— É um mercado fascinante, porém restrito. Foco e persistência. E nunca desista no primeiro não.

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