Filme “Todos os Mortos” ajuda a desfazer imagem de “democracia racial” do Brasil no estrangeiro

O longa brasileiro “Todos os Mortos” está sendo lançado na França em DVD e nas plataformas digitais. O cineasta Caetano Gotardo, que codirigiu o filme com Marco Dutra, veio a Paris para participar do pré-lançamento do DVD na França.

“Todos os mortos” é um filme de época que se passa na virada do século 19 para o século 20, pouco mais de uma década depois da Abolição da Escravatura e da Proclamação da República no Brasil. O filme conta a história do declínio de uma família da elite cafeeira de São Paulo e, em paralelo, as dificuldades de inserção de ex-escravizados. O longa fala de fantasmas do passado que não param de assombrar a sociedade brasileira. Todas as personagens principais são mulheres.

“Todos os mortos” estreou no Festival de Cinema de Berlim, em fevereiro de 2020, logo depois veio a pandemia de Covid, que dificultou a exibição nos cinemas. “Foi curioso estrear em Berlim com 2.000 espectadores e duas semanas depois fechou tudo. Foi uma experiência muito maluca isso acontecer longo antes da pandemia. Depois, foi difícil repetir essa experiência de exibição presencial do filme”, lembra Caetano Gotardo.

Caetano Gotardo participou no final de maio de uma sessão de exibição de “Todos os Mortos” na Cinemateca de Paris, que antecedeu o lançamento do DVD na França, marcado para 7 de junho.

Fantasmas do passado


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