Década perdida terminou para países emergentes, apontam bancos

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O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, fala em entrevista coletiva após reunião para entrega do pacote de reforma tributária no Congresso Nacional em Brasília, Brasil, em 25 de junho de 2021. REUTERS / Adriano Machado - RC2M7O9YGD5I

Com commodities e crescimento de lucros voltando a mostrar recuperação, os países emergentes começam a ter uma nova esperança para a atual década. Quem aponta isso são os bancos Goldman Sachs e o Bank of America (BofA), duas das maiores empresas de investimento do mundo. Porém, a década de desempenho abaixo do esperado, aumentou a disparidade para os países desenvolvidos. Segundo o relatório, os emergentes estão 20 anos atrás das ações das nações mais ricas do mundo.

Na década seguinte à crise financeira global de 2008, o índice dos mercados emergentes ganhou 8%, enquanto o das nações desenvolvidas mais do que dobrou. Isso se deve em parte à desaceleração do crescimento econômico chinês de mais de 10% em 2010 para cerca de 6% no final da década, resultando em um declínio dos preços das commodities e fraco crescimento dos lucros.

Então veio a pandemia. Embora as ações em geral tenham se recuperado inicialmente fortemente das mínimas de março de 2020, as dos mercados emergentes voltaram a ficar para trás. O índice de ações de mercados desenvolvidos retornou cerca de 16% desde o início de 2021, enquanto sua contraparte de mercados emergentes caiu mais de 4%.

Isso pode mudar nos próximos meses, à medida que a recuperação econômica global ganha força, a inflação aumenta e as matérias-primas se recuperam de seu pior desempenho semanal desde junho, impulsionado por projetos de infraestrutura da China aos EUA.

Há sinais de que a virada já começou. Os fluxos de capital para ações de mercados emergentes na Europa Oriental, Oriente Médio e África aceleraram desde março - superando os fluxos para fundos de obrigações em maior número desde 2014 - conforme os investidores mudaram para ações de valor, de acordo com o BofA. O índice MSCI EM subiu 1,3% na segunda-feira, a maior alta neste mês.

“Esperamos que essa tendência continue, dados os impulsionadores macro e avaliações de ações”, disse o estrategista de ativos cruzados do BofA, Jure Jeric, em uma nota. Embora o setor de energia tenha sido o maior beneficiário até agora, apoiando ações russas, há espaço para maiores ingressos em outros setores de valor, incluindo financeiro e de materiais, com a África do Sul recebendo um impulso deste último, disse ele.

Enquanto isso, o Goldman Sachs está taticamente “bastante otimista” no desenvolvimento de ações, de acordo com Caesar Maasry, chefe da equipe de estratégia cruzada de ativos em mercados emergentes, que favorece ações e moedas no Brasil, México e Rússia. “Geralmente encontramos um ‘retorno à normalidade’ sem o preço de mercado.”

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