À espera do 'fim do mundo', família viveu 9 anos em porão na Holanda

Família viveu escondida em porão por 9 anos - Foto: RTL Netherlands via AP

A polícia holandesa encontrou uma família escondida em uma "pequena sala fechada" de uma casa de campo isolada no norte do país, onde vivia há anos "esperando o fim dos tempos", segundo a imprensa local.

"Encontramos seis adultos, que em seguida afirmaram que eram da mesma família, um pai e seus filhos. Todos são maiores de idade, segundo o relato deles", de acordo com um comunicado da polícia.

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"Nunca vi antes algo assim", confessou Rogeer de Groot, prefeito de Ruinerwold, local onde fica o sítio, acrescentando que inicialmente foi divulgado que na propriedade, afastada do centro da cidade e cercada por árvores, havia sete pessoas.

A descoberta despertou muita curiosidade entre os moradores da região, pois ninguém conhecia ou sabia da presença desta família, cujos membros são todos adultos.

Foi um dos filhos, com cerca de 25 anos, que avisou sobre a presença deles no local, "preocupado com as condições de vida da própria família".

No noite de domingo (13), sujo, vestido com roupas velhas e com o cabelo despenteado, ele foi foi a um bar do povoado num estado de "confusão mental" pedindo ajuda, disse à emissora de televisão local RTV Drenthe o gerente do bar, Chris Westerbeek, que chamou a polícia.

O jovem afirmou que "em nove anos" nunca saiu da casa.

Quando os agentes chegaram ao local, "descobriram seis pessoas, num pequeno alojamento, que não é um sótão".

A polícia deteve o proprietário do sítio, um homem de 58 anos, que aparentemente não possui parentesco com as pessoas encontradas.

No momento, não se sabe se essas pessoas estavam lá voluntariamente ou foram forçadas.

De acordo com as informações divulgadas pela imprensa, a família vivia de forma autônoma, "tinha uma horta e uma cabra para a alimentação", e morava no alojamento "aguardando o fim dos tempos".

Outro dado divulgado pela polícia é que nenhum nome fornecido pelas pessoas encontradas está registrado nas administrações municipais do país.

***Da AFP