Fim do Ministério do Trabalho: O que pode mudar com a decisão de Bolsonaro

Equipe HuffPost
O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou na quarta-feira (7) a intenção de extinguir o Ministério do Trabalho.

O anúncio do fim do Ministério do Trabalho feito pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deixou em aberto o futuro das políticas públicas sob responsabilidade da pasta. Em um país com 12,5 milhões de desempregados, o ministério criado em novembro de 1930 tem missão essencial de mediar a relação entre o empregador e o empregado.

A própria pasta defendeu sua importância nesta quarta-feira (8). Em nota, destacou "uma série de medidas que trouxeram benefícios ao trabalhador e contribuíram para o desenvolvimento do país nos últimos dois anos".

Cita, entre outros, uma parceira com a Caixa Econômica Federal para que o trabalhador possa contratar crédito consignado com o FGTS de garantia, a oferta de 26 cursos gratuitos para a inclusão social e a capacitação profissional, além da modernização das políticas de imigração.

"Só em 2018, foram 30 mil pedidos de autorização de residência a imigrantes, com arrecadação de quase R$ 5 milhões", destaca. Também em nota, o Fórum Nacional de Secretarias do Trabalho (Fonset) afirmou que "seria um erro histórico" extinguir a pasta.

Nesta quinta (8), servidores fizeram um ato em defesa da manutenção do ministério na Esplanada.



Ao HuffPost Brasil, o secretario-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, ponderou que a pasta já estava em processo de desidratação. Na avaliação dele, o que existe hoje sob sua responsabilidade pode ser administrado por outros ministérios. "Como os fundos, que podem ser administrados pela Fazenda, e as fiscalizações, por outro ministério com afinidade com a área. Com o fim da obrigatoriedade do imposto sindical, perdeu o sentido a União funcionar como um...

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