Fim de privilégios é fundamental para diminuir desigualdade, diz Kim Kataguiri

*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015: Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de Sao Paulo apos o anuncio da anulacao do impeachment. -  (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)
*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015: Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de Sao Paulo apos o anuncio da anulacao do impeachment. - (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O deputado federal por São Paulo Kim Kataguiri (União Brasil), que tenta reeleição, rebateu opositores que o acusaram de praticar "rachadinha" e afirmou que isso seria crime que "mancharia a honra e o nome da sua família".

Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que o parlamentar recebeu por volta de R$ 200 mil em doações de servidores, e a deputada estadual Mônica Seixas (PSOL) o acusou de financiar sua campanha "à base de rachadinha dos assessores de seus aliados".

Ele se diz contrário ao uso de dinheiro público nas campanhas e foi um grande opositor da criação do fundo eleitoral. O MBL (Movimento Brasil Livre), do qual o deputado faz parte, tem um discurso contra o loteamento de cargos.

Após questionamentos da Folha de S.Paulo, o deputado afirmou que os valores recebidos como doação já estavam separados para estorno e, após contato do jornal, o processo teria sido acelerado e concluído. Nesta quinta (22), o deputado ameaçou processar a deputada Mônica Seixas.

"Se um dia me pegarem fazendo isso, meu amigo, não é nem renunciar ao mandato, eu me suicido porque isso mancharia a honra e o nome da minha família", disse Kataguiri, em live transmitida pelo Instagram da Folha de S.Paulo.

Se reeleito, Kim afirma que uma de suas prioridades será reapresentar emendas à reforma administrativa chamadas por ele de anti-privilégios —projeto que não conseguiu emplacar durante o primeiro mandato.

"[As emendas] basicamente cortam todos os benefícios daqueles que já recebem R$ 39 mil reais, [caso de] juízes, promotores, deputados, senadores e ministros. Isso daria uma economia de R$ 15 bilhões por ano".

Ele defende que a medida é fundamental para reduzir a desigualdade social. Kataguiri afirma que benefícios e supersalários são financiados, em parte, pela tributação da população mais pobre. "Costumo dizer que o Estado brasileiro é uma máquina de desigualdade social".

Kataguiri também diz defender corte de supersalários e o fim de privilégios tributários para manutenção do auxílio emergencial de R$ 600 com responsabilidade fiscal. A continuidade do pagamento do benefício no ano vem sendo defendida pelo ex-presidente Lula (PT) e pelo atual mandatário, Jair Bolsonaro (PL).

Quarto deputado federal mais bem votado em São Paulo em 2018, Kataguiri se diz mais experiente para um eventual segundo mandato. O amadurecimento, segundo ele, lhe dará maior rapidez para aprovar ou barrar projetos.