Fim do ‘segundo bissexto’ é decretado na Conferência Geral de Pesos e Medidas

A prática de adicionar “segundos bissextos” (ou “intercalares”) aos relógios oficiais para mantê-los sincronizados com os calendários civis, cuja base é astronômica, será suspensa a partir de 2035, conforme decidido por representantes de governos de todo o mundo na Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM), na França, nesta sexta-feira.

Isso significa que a partir de 2035, ou antes, o tempo astronômico (UT1) poderá divergir em mais de um segundo do tempo universal coordenado (UTC), que é baseado no tique-taque constante dos relógios atômicos. Desde 1972, sempre que os dois sistemas de tempo se afastam em mais de 0,9 segundos, um segundo bissexto é adicionado a esses relógios.

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A Meta, que controla o Facebook, e o Google estão entre as empresas de tecnologia que pediram o fim dos segundos bissextos. Segundo Georgette, por dependerem da rotação natural da Terra, esses segundos não são previsíveis e interrompem os sistemas baseados em cronometragem precisa. Por isso, “eles podem causar estragos na era digital”, concluiu.

Diferentes organizações lidam com o segundo bissexto de maneira diferente, o que acaba criando uma ambiguidade entre as fontes de tempo de até meio segundo, “o que é enorme”, diz Elizabeth Donley, que lidera a divisão de Tempo e Frequência do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, em Colorado, nos Estados Unidos. O Google, por exemplo, espalha o segundo extra nas 24 horas por volta da meia-noite (UTC).

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A Conferência propôs ainda que nenhum segundo bissexto seja adicionado por pelo menos um século, permitindo assim que o tempo astronômico (UT1) e o tempo universal coordenado (UTC) fiquem fora de sincronia em cerca de um minuto.

A proposta adicional, no entanto, será debatida com outras organizações internacionais e deve ser decidida até 2026.