Final de 'Breaking Bad': recorde de audiência e 500 mil downloads ilegais

Bryan Cranston e elenco de 'Breaking Bad' seguram Emmy de Melhor Série Dramática em 22 de setembro de 2013

O último episódio de "Breaking Bad", transmitido no domingo nos Estados Unidos, atraiu 10,3 milhões de espectadores, um recorde para a série de TV americana criada por Vince Gilligan, e teve mais de 500 mil downloads ilegais, de acordo com números divulgados nesta segunda-feira.

Pelo menos um em cada cinco downloads se originou na Austrália, que liderou o ranking, segundo um site especializado na pirataria on-line.

A história de um tímido professor de química que se transforma no barão das metanfetaminas Walter White (Bryan Cranston) chegou ao fim em sua quinta temporada, apenas uma semana depois de ganhar o Emmy de melhor série dramática. O Emmy Awards corresponde ao Oscar da televisão americana.

O episódio final, transmitido pelo canal por assinatura AMC, foi visto por 3,7 milhões de espectadores a mais do que no penúltimo episódio uma semana atrás, que já havia alcançado um recorde de 6,6 milhões. As informações são da empresa Nielsen, citada pela revista "Variety".

Esses números são modestos, porém, se comparados aos recordes de audiência alcançados pelos programas de televisão no passado e antes que a era digital mudasse a experiência da televisão tradicional.

"M.A.S.H." teve, por exemplo, quase 106 milhões de espectadores em sua grande final em 1983. "Cheers" registrou 80,4 milhões uma década depois, e o último episódio de "Seinfeld" acumulou rating de 76,3 milhões em 1998.

Atualmente, os programas de talentos têm atraído mais audiência do que as séries: em sua estreia, "The Voice" registrou uma audiência de 14,7 milhões de espectadores.

Além disso, a televisão tradicional ainda precisa lidar com a pirataria. O último episódio de "Breaking Bad" teve mais de meio milhão de downloads ilegais nas 12 horas após o surgimento da primeira cópia on-line, anunciou o site TorrentFreak.

A Austrália teve o maior número de downloads (18% do total), seguida dos EUA (14,5%), Grã-Bretanha (9,3%), Índia (5,7%) e Canadá (5,1%), acrescentou o mesmo site.