Finalista do 'The voice Brasil', carioca Bruno Fernandez foi inscrito no programa pela mulher e vinha cantando nos trens da cidade

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Foram muitas vozes marcantes nesta décima edição do “The voice Brasil”, que também chamou atenção por continuar renovando o formato. Esta foi a primeira vez que mais um técnico se juntou ao grupo, formando cinco times e, portanto, também cinco finalistas. Entre tantos nomes que abrilhantaram o programa, apresentam-se na final desta quinta, às 22h35, Giuliano Eriston, Gustavo Matias, Bruno Fernandez, Gustavo Boná e Hugo Rafael.

Curiosamente, esta edição termina com cinco homens na final, algo que só havia acontecido uma vez, na terceira temporada. Isso também surpreendeu os próprios finalistas.

— Foi uma infeliz coincidência. Até porque, desde o começo do programa, a presença feminina estava gigante — pontua Giuliano.

Cada um dos cinco finalistas falou ao EXTRA sobre a expectativa para a final, seus diferenciais como participantes, histórias de vida, objetivos e até planos para o futuro pós-programa. Boná, por exemplo, já articula um show com outros participantes que estiveram na edição. Já Bruno Fernandez promete apresentar um show em tributo a Tim Maia. Antes disso, ele já tem turnê marcada para o Rio Grande do Sul, em janeiro. Confira aqui!

Passaporte para o sucesso na vida e na carreira

O carioca Bruno Fernandez é morador de Campo Grande e tem 29 anos. Independentemente do resultado, ele já conquistou o público pela sua história de superação. Há cinco anos, sofreu um AVC e o diagnóstico dizia que ele não cantaria mais. Por conta disso, ele ainda trabalha com fonoaudiólogo, por ter dificuldade com a fala em alguns momentos.

— Fui bem sincero e pedi a Deus outra chance — destaca Bruno.

Ele foi inscrito no programa pela mulher, Lane Ferreira. Antes disso, durante um momento mais crítico da pandemia, ele passou a cantar nos trens, onde conseguiu mais dinheiro do que esperava. Foi um convite do amigo Elivelton Salvador, que o acompanha ao violão.

— Minha mulher viu que eu estava meio depressivo na época. Para um artista, ficar sem cantar é muito ruim. No trem, tem quem te mande calar a boca. Não estava acostumado a isso — lembra o finalista do time Claudia Leitte: — No trem e em Campo Grande, eu sou o favorito. Agora vamos saber fora de lá (risos).

Uma voz da experiência no jogo

Hugo Rafael é o mais velho desta final, com 35 anos de idade. O músico de Sorocaba destaca que trabalha há 20 anos com música e há dez exclusivamente com sua arte. O integrante do time Iza é vocalista do grupo Sambô desde 2015 e ainda faz parte de bandas de rock.

— Embora a gente faça o planejamento da apresentação, ela é uma folha em branco. Só quero estar com uma boa munição na mão, para pintar uma grande obra de arte — avalia o cantor, que pede os votos da sua torcida: — Este apelo popular leva o participante para outro nível. Em outras edições, vi que os vencedores tinham este acolhimento e uma ligação com o público. Fico feliz e emocionado de poder sentir isso comigo.

Estrela do Norte e do canto lírico

Gustavo Matias é o finalista mais jovem desta edição, com 22 anos. Ele tomou um susto com os 83% dos votos do público que recebeu na semifinal e lhe rendeu esta vaga, mesmo não tendo recebido os 20 pontos do técnico Carlinhos Brown.

Como diferencial, ele aponta o seu lado de cantor lírico, que busca difundir na televisão.

— É muito bom saber que o Brasil está mudando os conceitos e me vendo com outro olhar. Nem todo mundo conhece o canto lírico no país — avalia.

Matias é de Cruzeiro do Sul, no Acre, e ressalta essa importância também:

— Quando se fala do Acre, normalmente já vem uma piadinha. Vamos mostrar que o Acre também tem cultura e pessoas talentosas. Quero usar a visibilidade do programa para ajudar pessoas da minha cidade, minha mãe e o projeto em que trabalho com crianças carentes, Musicalizando Pessoas com Amor e Carinho.

Um cantor que voa alto

Destaque por cantar em uma região bastante aguda para uma voz masculina, Gustavo Boná surpreende com a força de suas interpretações. Natural de Três Rios, no estado do Rio, ele conta que ainda trabalha o seu timbre e a melhor forma de usá-lo.

— Desde que comecei a lidar com canto, tive que me entender. É legal porque chama atenção. As pessoas olham e não encaixa muito, associam minha voz a um timbre feminino. É uma característica muito forte para mim. Estou aprendendo a trabalhar cada vez mais a relação da minha figura com o som produzido — diz o cantor de 24 anos, do time Lulu, que ainda aponta um diferencial seu: — foco na interpretação, prestando atenção no que a música quer dizer.

Para o centro dos holofotes

Giuliano Eriston é o representante do Nordeste na final. O cearense de 24 anos toca vários instrumentos e não se dedicou à voz num primeiro momento. Conforme ia passando de fases, ele se surpreendia e se sentia estimulado.

— Antes de entrar no programa, eu tive vários questionamentos da minha postura como cantor. Porque eu sempre fui instrumentista. Em determinado momento, comecei a cantar e passei para frente do palco, aí tive que lidar diretamente com o público — recorda ele, que está no time Teló, técnico que ganhou cinco das seis edições das quais participou: — É uma baita responsabilidade. Estou carregando um legado. Mas independentemente do resultado, rola um reconhecimento.

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