Financiadores dos atos no DF são, em maioria, de MS, PR e SP; veja lista por estado

Primeiros identificados são comerciantes, empresários do agro e CACs

Manifestação terminou com depredação das sedes dos Três Poderes; financiadores estão na mira da Justiça (REUTERS/Antonio Cascio)
Manifestação terminou com depredação das sedes dos Três Poderes; financiadores estão na mira da Justiça

(REUTERS/Antonio Cascio)

  • Financiadores dos atos terroristas no DF se concentram no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo;

  • Anteriormente, Flávio Dino havia dito que as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste eram as principais;

  • Financiadores foram os responsáveis por pagar transporte, alimentação e estrutura para os extremistas.

Os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo foram identificados como os que mais têm financiadores dos atos terroristas realizados no Distrito Federal no último domingo (8), mostram as investigações até esta quarta-feira (11).

Os dados estão sendo levantados pelo setor de inteligência do Ministério da Justiça e compartilhados com investigadores da Polícia Federal. Veja abaixo a lista apurada até o momento:

  • Paraná;

  • Mato Grosso do Sul;

  • São Paulo;

  • Santa Catarina;

  • Minas Gerais;

  • Mato Grosso;

  • Goiás.

São considerados financiadores todas as pessoas que pagaram transporte, alimentação, infraestrutura ou outros itens para que os extremistas tivessem meios de se reunir e invadir as sedes dos Três Poderes – Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta semana, o ministro da Justiça, Flávio Dino, informou que as investigações conseguiram identificar os primeiros financiadores dos atos no DF. Todos são de grupos que compõem a base de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL):

  • Empresários do comércio local do Centro-Oeste, Sul e Sudeste;

  • Empresários do agronegócio; e

  • CACs (colecionadores de armas, atiradores desportivos e caçadores)

Na ocasião, os nomes dos empresários suspeitos não foram revelados. Autoridades como Dino, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o interventor federal, Ricardo Cappelli, prometeram em discursos que todos os responsáveis pela depredação - incluindo financiadores e incentivadores dos atos - seriam punidos.

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