Finlândia quer adesão "sem demora" à Otan; Suécia também deve quebrar neutralidade militar

Uma revisão histórica da política de segurança da Suécia e da Finlândia, países tradicionalmente não-alinhados durante a Guerra Fria, avança nesta quinta-feira (12). O presidente e o primeiro-ministro finlandeses anunciaram serem favoráveis a uma adesão “sem demora” à Otan, a aliança militar atlântica. Em reação a esta movimentação, que deve ser seguida pela Suécia, a Rússia deve subir o tom.

Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Bruxelas

A decisão finlandesa será formalizada já neste domingo (15) à organização, conforme um comunicado conjunto do presidente Sauli Niinistö e a premiê Sanna Marin. “Ser membro da Otan reforçaria a segurança na Finlândia. Enquanto membro da Otan, a Finlândia reforçaria a aliança no seu conjunto”, explicou o texto, divulgado nesta manhã.

O país, que tem 1,3 mil quilômetros de fronteiras terrestres com a Rússia, já vinha sinalizando a intenção de abrir mão da neutralidade adotada após a amarga derrota para a União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial. Os 200 anos de neutralidade militar da vizinha Suécia também podem estar com os dias contados.

Na sequência, o apoio finlandês sobre a adesão à Otan saltou para um recorde de 76%, segundo a última pesquisa de opinião divulgada pela emissora pública do país, YLE. Assim como na Suécia, a Guerra na Ucrânia fez 57% da população se tornar a favor da candidatura do país à aliança militar.

Os próximos passos

Com informações da AFP


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