Fiocruz: casos de síndrome respiratória aguda grave entram em estabilidade em três regiões brasileiras

Dados do mais recente boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira, sinalizam cenários opostos entre os estados do norte e sul do país. As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste apontam para interrupção do crescimento do número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), enquanto Norte e Nordeste têm manutenção do crescimento. A análise é referente ao período de 10 a 16 de julho.

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De acordo com o boletim, apesar da desaceleração no ritmo de crescimento no número de novos casos semanais e possível formação de platô em diversos estados do centro-sul, o cenário ainda é instável e exige cautela. No Paraná e no Rio Grande do Sul, por exemplo, há tendência de retomada do crescimento em crianças pequenas (0 a 4 e 5 a 11 anos), contrastando com o aparente platô em adultos. Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo apresentam indícios de terem iniciado o processo de queda no número de casos de SRAG. Vale lembrar que nestas regiões, o aumento dos casos começou em abril.

Em contrapartida, a maior parte dos estados das regiões Norte e Nordeste, que apresentaram aumento no número de casos a partir de junho, aponta para sinais de manutenção de crescimento ainda em ritmo elevado.

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Covid-19 é a principal causa

A pesquisa indica que o Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, é a principal causa de SRAG em adultos e crianças de 0 a 4 anos. Embora não se destaque no dado nacional, o H3N2, vírus causador da gripe, mantém presença em diversas faixas etárias no Rio Grande do Sul.

Neste ano, já foram confirmados 97.969 casos de SRAG no Brasil. Destes, 79,5% foram causados pelo novo coronavírus, 9% pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 4,6% pelo influenza A e 0,1% pelo influenza B. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi 79,3% para Covid-1,5,6% para vírus sincicial respiratório, 1,9% para influenza A e 0,2% para influenza B.

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Estados e capitais

Apenas nove unidades federativas apresentam estabilidade ou queda na tendência dos casos de síndrome respiratória aguda grave de longo prazo. São eles: Distrito Federal, Acre, Goiás, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Os demais estados apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana 28, que corresponde ao período de 10 a 16 de julho

Observa-se também que 13 das 27 capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Salvador (BA), São Luís (MA), Teresina (PI) e Vitória (ES).

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