Fiocruz: gripe e Covid-19 predominam entre casos positivos de síndrome respiratória aguda grave

Dados do último Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgados nesta quinta-feira, apontam que o vírus influenza A, causador da gripe, e o Sars-CoV-2, que desencadeia a Covid-19, são responsáveis pela maioria dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) confirmados nas últimas quatro mesma. O influenza foi responsável por 24,6% dos casos positivos e o novo coronavírus, por 26,4%.

Creatina: do aumento da massa muscular ao estímulo da memória, como age o suplemento no organismo

'Pombos zumbis': Doença causada por vírus deixa animais com pescoço torcido, dificuldade de andar e comer; entenda

Outros vírus diagnosticados no período foram influenza B, responsável por 0,6% dos casos e 21,7% para Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 11,1% para influenza A; 0,0% para influenza B; 1,6% para VSR; e 77,8% Sars-CoV-2 (Covid-19). Os dados se referem ao período de 16 a 22 de outubro.

No que diz rspeito ao influenza, o estado de São Paulo e o Distrito Federal seguem registrando o maior volume absoluto de diagnósticos positivos e servem de alerta para as demais unidades federativas do país, em decorrência da importância de ambos no fluxo interestadual de passageiros. Já se observa também um ligeiro aumento na presença desse vírus nos estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná. Entre os casos de influenza A, há predomínio para o subtipo H3N2, tal como observado ao final de 2021.

Entrevista: 'A melancolia traz uma sensação de alegria e de elevação, não precisamos ter medo dela', diz especialista americana

Quanto aos casos de Covid-19, a curva nacional aponta para o patamar mais baixo desde o início da epidemia no Brasil. Mas há crescimento moderado nas tendências de longo e curto prazo. Esse dado é concentrado fundamentalmente na faixa etária de 0 a 4 anos, onde a vacinação ainda não começou.

Apenas nove das 27 unidades federativas apresentam crescimento moderado para casos de SRAG na tendência de longo prazo. São eles: Alagoas, Amazonas, Amapá, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo. Na maioria desses estados, o crescimento se concentra fundamentalmente entre crianças e adolescentes.

Cigarro: estudo define idade ideal para parar de fumar e deixar o risco de morte igual ao de quem nunca tragou; veja qual

Por outro lado, no Pernambuco, embora o sinal ainda seja inicial, o crescimento se concentra nas faixas etárias acima dos 60 anos. Os dados laboratoriais ainda não permitem inferir se há predomínio de um vírus específico nessa tendência.

Entre as capitais, 13 das 27 apresentam crescimento moderado na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Campo Grande (MS), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).

Nas demais, o sinal é de queda ou estabilidade na tendência de longo prazo, e de estabilidade nas semanas recentes (curto prazo). A exceção que chama a atenção é Recife, como citado na análise estadual.