Fiocruz investiga dois casos de pacientes da Baixada Fluminense com suspeita de 'doença da vaca louca'

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A Fundação Oswaldo Cruz está investigando dois casos em pacientes moradores da Baixada Fluminense internados no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, em Manguinhos, com suspeita de Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida popularmente como "doença da vaca louca". Um deles é de Duque de Caxias, e o outro seria morador de Belford Roxo.

Segundo o Instituto Evandro Chagas, considerando os aspectos clínicos e radiológicos, a suspeita é de que o quadro investigado nos pacientes seja da forma esporádica da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), que não tem ligação com o consumo de carne bovina. O Instituto reafirma que os dois pacientes ainda não têm confirmação diagnóstica. A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) ataca o sistema nervoso provocando desordem cerebral com perda de memória e tremores.

A prefeitura de Duque de Caxias afirma que o paciente morador do município tem 55 anos e apresentou sintomas como demência e ataxia, que é a perda ou irregularidade da coordenação muscular. A Secretaria Municipal de Saúde também afirma que o caso suspeito é da forma esporádica da doença.

Já a prefeitura de Belford Roxo afirma que não foi notificada sobre nenhum caso de "doença da vaca louca" no município, e que no início do mês houve notificação de uma pessoa com febre maculosa, mas a suspeita não foi confirmada.

Em nota no Twitter, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), confirmou que os casos investigados são de suspeitas da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), sem relação com o consumo de carne contaminada.

Segundo o site do Ministério da Saúde, existem quatro tipos da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ): esporádica, hereditária, iatrogênica e a Variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ), esta última conhecida como 'doença da vaca louca', que está associada ao consumo de carnes contaminadas. O tipo esporádico representa a maioria dos casos da Doença de Creutzfeldt-Jakob, e afeta geralmente pessoas entre 55 e 70 anos de idade, sendo mais prevalente em mulheres. De acordo com o Ministério, esta forma da doença não apresenta causa nem fonte infecciosa conhecida.

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