Fiocruz lança edital para construir fábrica que aumentará em quatro vezes a capacidade de produção de vacinas

Evelin Azevedo
·2 minuto de leitura

RIO — A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou nesta sexta-feira o edital de construção do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde, a ser construído em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Este será o maior centro de produção de produtos biológicos da América Latina.Com as novas instalações, a capacidade de produção estimada é de 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos por ano, quatro vezes a capacidade de produção de imunobiológicos da fundação hoje.

O ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro (sem partido), Eduardo Pazuello, participou do evento e afirmou que a pandemia trouxe à tona a necessidade do país investir em tecnologia própria na área da saúde.

— Se havia dúvida da importância disso, a pandemia da Covid-19 tirou essa dúvida. Nós precisamos ser autossuficientes na produção de IFA, na produção de vacinas e insumos pra combater esse e os próximos vírus que virão — disse Pazuello.

O ministro teve uma reunião na manhã desta sexta-feira com representantes da produção da vacina russa Sputnik, onde foi debatido o preço das vacinas. Ele afirmou também que se reuniria ainda hoje com representantes da indiana Bharat BioNtech.

— Essas duas vacinas representam a possibilidade de entrega em fevereiro e março de mais de 30 milhões de doses de vacinas — afirmou o ministro da Saúde.

No Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde serão gerados 5 mil empregos durante as obras e após sua implementação, serão 1,5 mil postos de trabalho. A presidente da Fiocruz, Nisia trindade, afirmou que o projeto é muito importante para o atendimento ao programa nacional de imunizações e ao SUS, mas também para as ações devidas de solidariedade internacional.

— O complexo é um projeto que aponta para necessidades que sentimos hoje de uma forma tão intensa de uma pandemia. Mas ao morar para o futuro, ele está nos colocando no desenvolvimento nacional na área de saúde de uma forma exemplar — disse Nisia.

O empreendimento deve garantir a sustentabilidade ao Programa Nacional de Imunização (PNI) nas próximas décadas. A obra será feita pela iniciativa privada e o pagamento se dará por meio de aluguel do espaço por 15 anos. Serão gerados 5 mil empregos durante as obras e após sua implementação, serão 1,5 mil postos de trabalho.