Fiocruz: número de casos de síndrome respiratória aguda graves continua em alta

Dados do mais recente boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira, reforçam a tendência de aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Nas quatro últimas semanas, os diagnósticos de Covid-19 corresponderam a 77,6% dos casos positivos para vírus respiratórios. Também em relação ao total de óbitos por vírus respiratórios, o estudo aponta a mesma propensão, 94,5% foram em decorrência do coronavírus. A análise é referente à Semana Epidemiológica (SE) 27, que compreende de 3 a 9 de julho.

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A segunda principal causa de SRAG é o vírus sincicial respiratório, responsável por 7,6% dos casos, seguido do influenza A (2,4%) e influenza B (0,1%). Nos óbitos, isso se repete. Após a Covid-19, o vírus sincicial respiratório (VSR) aparece como a principal causa de morte em 1,4% dos casos, seguido do influenza A (1%) e influenza B (0,1%).

O aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave foi registrado em 23 estados. Apenas Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo apresentam sinal de estabilidade ou queda nesse período.

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A análise das curvas de cada unidades federativa indica que desaceleração no ritmo de crescimento nos estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Com alguns estados já indicando formação de platô na análise de curto prazo. No entanto, nas regiões Norte e Nordeste há sinais de manutenção de crescimento ainda em ritmo elevado.

Segundo o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, esse cenário pode estar associado ao fato de que a metade sul do país iniciou esse processo de crescimento mais cedo, ainda em abril. Já na metade norte esse movimento se inicia com maior clareza a partir de final de maio e início de junho.

"No Paraná e no Rio Grande do Sul observam-se indícios de retomada do crescimento em crianças, contrastando com o sinal de platô nos adultos, indicando que o cenário ainda é instável e exige cautela", alerta Gomes, em comunicado.

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Faixa etária

Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária seguem apontando para amplo predomínio do Sars-CoV-2, especialmente na população adulta. A Covid-19 também já corresponde a maioria dos diagnósticos em crianças de até quatro anos, substituindo o vírus sincicial respiratório.

O H3N2 (vírus da família influenza A) não tem destaque nacional, mas mantém presença em diversas faixas etárias no Rio Grande do Sul.

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