Fiocruz registra queda de casos de síndrome respiratória aguda em crianças

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***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ,  12.02.2021 - Funcionários da Fiocruz trabalham na etapa de envase da vacina Oxford/Astrazeneca,  no Instituto Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro (RJ). Nesta etapa, o líquido da vacina entra no frasco transparente, que é fechado posteriormente. (Foto: Ricardo Borges/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2102121656015059
***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, 12.02.2021 - Funcionários da Fiocruz trabalham na etapa de envase da vacina Oxford/Astrazeneca, no Instituto Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro (RJ). Nesta etapa, o líquido da vacina entra no frasco transparente, que é fechado posteriormente. (Foto: Ricardo Borges/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2102121656015059

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou a tendência de queda, entre crianças de todo o país, nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira (20). As informações são da Agência Brasil.

Foram registrados 3,7 mil casos de SRAG na Semana Epidemiológica 15, que corresponde aos dias 10 a 16 de abril de 2022. Entre eles, cerca de 1,8 mil foram em crianças de 0 a 4 anos. De acordo com a Fiocruz, a incidência em crianças cresceu muito desde fevereiro, apresentando a formação de um platô e agora inicia um declínio.

Por outro lado, a análise alerta que continua aumentando o percentual de casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que atingiu 41,5% do total de casos de SRAG registrados nas últimas quatro semanas, mesmo a doença sendo observada fundamentalmente em crianças.

Na faixa de 0 a 4 anos, os testes laboratoriais indicaram 66,4% de VSR, caindo para 23% na faixa de 5 a 11 anos. Nos dados nacionais para todas as idades, há estabilização nas faixas etárias adultas, com positividade de 36% para o rinovírus e de 28% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

ANÁLISE REGIONAL

Entre as 27 unidades da federação, oito apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Acre, Amapá, Mato Grosso, Pará, Piauí, Paraná, Roraima e Rio Grande do Sul. Alagoas e Paraíba estão com indicativo de crescimento no curto prazo. Todos eles com incidência principalmente na população infantil.

Entre as capitais, oito apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), e Rio Branco (AC).

Segundo a Fiocruz, 30 macrorregiões de saúde estão atualmente em nível pré-epidêmico para a incidência de SRAG, 21 em nível epidêmico, 64 em nível alto, duas em nível muito alto e uma em nível extremamente alto: Corumbá/MS.

Os dados do InfoGripe mostram que nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência foi 1,6% para Influenza A, 0,2% para Influenza B, 41,5% para VSR e 37,4% para Sars-CoV-2. Entre os óbitos em que houve confirmação laboratorial do vírus respiratório causador da SRAG, 1,6% foi por Influenza A, 7,8% por VSR e 79,8% por Sars-CoV-2 (Covid-19).

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