Fito Paez: 'Caetano Veloso é um grito de liberdade'

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A pedido do GLOBO, o cantor, compositor e pianista argentino escreve sobre o ícone baiano que completa 80 anos neste 7 de agosto; leia também os textos de Jorge Drexler, Mario Lucio Vaz, David Byrne, Sônia Braga, Devendra Banhart, Gilberto Gil, Igiaba Scego e Carminho. Abaixo, o de Fito Paez.

"Caetano Veloso é um grito de liberdade nascido das entranhas da América profunda.

Caetano Veloso faz parte da nossa pele e do nosso espírito.

Caetano Veloso é uma escada da nossa Babilônia moderna.

Caetano Veloso é um bairro das nossas vidas.

Voltaremos para lá em algum momento entre tantas caminhadas, para refazer seus caminhos floridos, seus ritos baianos, sua devoção a João, seu canto nas noites de Imanyá (não seria Iemanjá????) e seus beijos de língua.

Português, espanhol, italiano, inglês, o que for.

Ele revelou a propagação de beijos de língua.

Aí está fresca, vital, sua beligerância cultural. Cheio de flores. Para sempre enraizado com um pé no chão e o outro nas estrelas.

Caetano me ensinou Caymmi

Caetano me cruzou na Ipiranga e Av. São João com um amor da minha vida

Caetano me fez chorar sob as estrelas do Nordeste

Caetano foi meu champanhe e foi desde o início

Como não amar Caetano Veloso?

Filho de todos os sangues americanos.

Deus da fumaça humana e, portanto, essencial.

Para continuar nos perdendo, nos amando e nos protegendo

nas areias sob seus raios de ondas dançantes de Itapuã,

a casa materna desta ave prodigiosa do mundo.

Feliz aniversário, meu querido!

Todo o amor para você..."

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