Flávio Bolsonaro depôs por vídeo, um ano e meio após ser convocado pela primeira vez

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O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) prestou depoimento ontem ao Ministério Público (MP) do Rio na investigação sobre a “rachadinha” na Assembleia Legislativa (Alerj). A oitiva foi feita por videoconferência pelos promotores do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc), que investiga o caso desde março de 2019. O senador foi chamado a depor pelo MP pela primeira vez em janeiro do ano passado, há quase 18 meses. Flávio é investigado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa junto com o ex-assessor Fabrício Queiroz.

A iniciativa do senador de pedir para prestar depoimento dias atrás representou uma mudança na estratégia de defesa. Em dezembro de 2018, o MP havia convocado Flávio a depor em janeiro do ano passado. No entanto, o senador não compareceu e passou a entrar com habeas corpus questionando a investigação e pedindo o seu arquivamento. Os antigos advogados de Flávio, liderados por Frederick Wassef, tentaram ao menos nove vezes parar as investigações.

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Em nota, a defesa de Flávio informou que o senador foi ouvido pelo MP-RJ. “O conteúdo da audiência, no entanto, está em segredo de Justiça e será preservado. Com todos os fatos esclarecidos, a esposa do parlamentar, Fernanda Bolsonaro, não prestará depoimento. A defesa do senador reafirma que Flávio Bolsonaro não praticou qualquer irregularidade e que confia na Justiça.”

Um pedido de habeas corpus da defesa de Fabrício Queiroz para que ele fosse transferido para prisão domiciliar chegou na última segunda-feira no Superior Tribunal de Justiça e está sob análise do ministro João Otávio de Noronha, presidente do STJ. Esse mesmo pedido já foi feito pelos advogados do ex-assessor de Flávio logo após sua prisão, em 18 de junho. No entanto, o HC foi negado pela desembargadora Suimei Cavalieri, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).

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Como o ministro prevento no STJ para o caso das rachadinhas é Félix Fischer, o ministro João Otávio de Noronha só fará análise de liminares porque está na titularidade do plantão judicial. Noronha já foi elogiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que chegou a dizer que sua relação com o presidente do STJ foi como “amor à primeira vista”.

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