Flávio Bolsonaro não vai depor em investigação de Queiroz no Coaf

Marcella Fernandes

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) se recusou a prestar depoimento nesta quinta-feira (10) no Ministério Público do Rio de Janeiro no caso que investiga seu ex-assessor Fabrício José Carlos de Queiroz. Alocado no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) até outubro de 2018, o policial militar é investigado pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) por movimentações financeiras suspeitas.

Em sua página no Facebook, o filho do presidente Jair Bolsonaro afirmou que pediu uma cópia do processo e irá agendar dia e horário para apresentar os esclarecimentos ao MP. ″Reafirmo que não posso ser responsabilizado por atos de terceiros, como parte da grande mídia tenta, a todo custo, induzir a opinião pública”, escreveu.

De acordo com as investigações do Coaf, o motorista fez movimentações financeiras suspeitas no valor de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017. As transações foram consideradas atípicas devido aos rendimentos de Queiroz. Na época, ele recebia da Alerj um salário de R$ 8.517 e acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar.

Entre as movimentações suspeitas está um cheque de R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro, primeira-dama. De acordo com o presidente, o valor refere-se ao pagamento de uma dívida.

Em entrevista ao SBT, Queiroz disse que “fazia dinheiro” com a compra e revenda de carros, mas afirmou que só prestaria esclarecimentos detalhados à Justiça.

O amigo da família Bolsonaro faltou a 2 depoimentos marcados em dezembro. Na segunda vez, o advogado informou que ele “precisou ser internado na data de hoje para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, através dos respectivos laudos médicos”, segundo nota do MP.

Citados no relatório do Coaf, familiares do policial militar também faltaram a depoimentos previstos na última terça-feira (8). A defesa de Nathalia e Evelyn...

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