Flávio comparece em sessão que ouve representante da Precisa em CPI e defende governo

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Presente na sessão da CPI da Covid que ouve a diretora-técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), tem interrompido senadores para fazer a defesa do governo das acusações de que teria havido a assinatura de um contrato fraudulento com a empresa representada pela depoente.

Flávio não é titular da comissão e costuma comparecer ao colegiado em depoimentos considerados mais "delicados" ao governo Jair Bolsonaro.

A oitiva desta quarta ouve a representante da empresa que está na mira da CPI por suspeita de ter sido favorecida pelo Ministério da Saúde.

Em fala na comissão, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que se debruçou sobre o contrato ao longo do final de semana -e que havia concluído se tratar de um acordo "fraudulento" fechado para que houvesse "pagamento de propina".

"Sem um centavo de dinheiro público", interrompeu Flávio.

Mais cedo o senador, filho do presidente Jair Bolsonaro, já havia reclamado da postura de Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI.

"[Quer] induzir o depoente a falar o que ele quer. Que coisa chata", afirmou Flávio. Senadores que compõem o colegiado reclamam que Flávio comparece em dias de testemunha-chaves para os trabalhos e costuma encarar o depoente. Parlamentares veem na atitude uma forma de o filho de Bolsonaro intimidar quem depõe na CPI.

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