Flávio diz que Pacheco foi 'ingrato' por instalar CPI e não impedir Renan de relatar

Paulo Cappelli
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BRASÍLIA - O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) afirmou nesta terça-feira que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), foi "ingrato" ao cumprir determinação do Supremo Tribunal Federal para instalar a CPI da Pandemia e, ao mesmo tempo, ignorar decisão proferida ontem pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal que procurava impedir Renan Calheiros (MDB-AL), crítico do governo, de relatar a comissão.

— Quando houve a decisão do Barroso, Pacheco disse: "Decisão não se discute, cumpre-se". Mas, passados alguns dias, a Justiça determina que Renan não pode ser relator, e ele diz que não vai cumprir — disse Flávio Bolsonaro.

Indagado se houve "ingratidão" por parte de Pacheco, apoiado pelo Planalto à presidência do Senado, Flávio afirmou que sim. Esta foi a primeira vez em que Pacheco foi criticado abertamente por um integrante do núcleo de Bolsonaro.

— Entendo que houve ingratidão e falta de consideração por parte do presidente da Casa. Deveria ao menos não ter nos procurado para avaliar a conveniência da CPI. No mínimo, deveria ouvir agora o (líder do governo no Congresso) Eduardo Gomes (MDB-TO) para fazer a CPI presencial. Vários passos da CPI deveriam ser presenciais. Por que não acatar essa questão de ordem e esperar todos se imunizarem. Por que essa correria? Em um momento em que todas as comissões estão paradas — argumentou.