Flórida pune Twitter e Facebook por bloquear políticos, como fizeram com Trump

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O governador da Flórida, Ron DeSantis, assinou uma lei nesta segunda-feira (24) que pune empresas de tecnologia como Twitter e Facebook por bloquear candidatos políticos, como fizeram em janeiro com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O republicano DeSantis, que é apontado como possível candidato à presidência em 2024 e busca herdar a base eleitoral de Trump, considera a medida parte do “combate à censura das grandes empresas de tecnologia”.

"Muitos em nosso estado sofreram censura e outros comportamentos tirânicos em primeira mão em Cuba e na Venezuela", disse ele, apelando a dois eleitorados que deram a vitória a Trump na Flórida, que mesmo assim perdeu em nível nacional.

"Se os censores das grandes empresas de tecnologia aplicarem as regras de forma inconsistente, para discriminar em favor da ideologia dominante do Vale do Silício, eles agora serão responsabilizados", acrescentou.

A lei SB 7072, aprovada pelo Legislativo em 19 de abril e que entra em vigor em 1º de julho, prevê multas de até 250.000 dólares por dia para plataformas que censuram qualquer candidato a um cargo estadual.

Ela também irá multar em 25.000 dólares por dia aquelas que derrubarem contas de candidatos em outras eleições além da Flórida.

Além disso, permite que os floridenses que sejam "tratados injustamente" por empresas de tecnologia, processem-nas em troca de compensação monetária.

No início do ano, várias redes sociais bloquearam as contas de Trump, invocando a divulgação de informações falsas que, segundo elas, levaram ao aparecimento de apoiadores do ex-presidente no Capitólio em 6 de janeiro para tentar contestar a eleição de Joe Biden.

Outras contas de seguidores do então presidente e simpatizantes do movimento de conspiração QAnon que espalharam notícias falsas também foram bloqueados após o ataque.

Um dos golpes mais duros foi sofrido pela rede social Parler, ponto de encontro favorito dos conservadores, quando foi tirada de serviço por várias semanas depois que Google, Apple e Amazon a vetaram, argumentando que ela não moderava conteúdo que incitava violência.

De acordo com a deputada estadual democrata Anna Eskamani, a lei da Flórida, que deve ser contestada no tribunal, é uma forma de defender Trump após os acontecimentos de janeiro.

“A medida é uma retaliação porque a administração presidencial anterior foi bloqueada nas redes sociais depois de divulgar informações falsas e incitar motins, sedição e violência”, disse em abril, citada pelo canal local WFLA.

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