Flamengo ameaça show, mas perde muitos gols e desperdiça chance de goleada sobre o Sport

Diogo Dantas
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Foi como se o Flamengo nem tivesse deixado o campo contra o Grêmio. E seguisse com aquele mesmo futebol envolvente, agressivo. Só que o encanto dessa vez durou apenas 45 minutos. A vitória sobre o Sport exibiu uma versão ainda melhor da equipe rubro-negra, que venceu por 3 a 0 e poderia ter goleado. Pois ainda há dificuldade em ir bem por uma partida inteira, ser senhor do jogo. Ficou o gosto de quero mais depois de Gabi, Bruno Henrique e Pedro marcarem.

A reedição de bons momentos da dupla e o recital do meia Gerson, tudo no primeiro tempo, encorparam ainda mais a ideia de um Flamengo próximo de seus melhores dias na temporada, justamente quando o fim se aproxima. Contudo, a etapa final foi de pé no freio, com Rogério Ceni entrando em cena e desfigurando a equipe com suas substituições, aparentemente impostas por questão física e precaução excessiva. Pedro aproveitou e deixou sua marca.

Ao menos, o resultado mantém a empolgação por uma arrancada à caça do Internacional pelo título. Faltam cinco partidas. E a diferença ainda é de quatro pontos, 65 a 61, com o confronto direto na penúltima rodada. Na próxima, o adversário é o Vasco, no Maracanã.

No primeiro tempo, o gol cedo ajudou a dar ânimo para o time se atirar ao ataque e não deixar o adversário respirar. O Flamengo aliou pressão na saída de bola, troca de passes e posições, e velocidade para contra-atacar o Sport. A bola longa de Gerson para Arrascaeta ajeitar para Gabigol marcar parecia lance de treino. Dentro da área, Gerson e Arrasca tabelara e na sobra Bruno Henrique ampliou. Gabigol ainda perderia duas ou três bolas que fariam falta em uma outra partida.

No segundo tempo, os gols perdidos continuaram. Ceni entrou em cena e sacou Gerson, pendurado com cartão. Antes, Diego Alves sentiu lesão e precisou sair. O Flamengo se desarrumou. E só foi matar o jogo nos acréscimos, com Pedro, depois de 45 minutos finais para constar.