Do Flamengo ao Bragantino, veja ranking das torcidas visitantes no Brasileirão

Mais de 150 mil torcedores frequentaram os setores visitantes dos estádios no 1° turno da Série A do Brasileirão. Ainda que isso represente apenas 4% do público total do campeonato (mais de 3,8 milhões), os números evidenciam dados sobre as nacionalidades das torcidas brasileiras e discrepâncias de tamanho dos clubes na primeira divisão. Flamengo e Corinthians lideram o ranking com mais de 30 mil pessoas em nove jogos, média superior a 3.500 por partida e setores esgotados em todos os cantos do país.

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Os números entre os primeiros e últimos confrontam os gigantes e times menores. Enquanto Fla e Corinthians não tiveram nenhum jogo com menos de 500 pessoas no setor visitante, mesmo em estádios pequenos, Atlético-GO e Bragantino não conseguiram esse montante nem em todos os jogos fora de casa no primeiro turno. Formam, junto com Juventude e Cuiabá, o Z4 da média de público visitante, com menos de 100 pagantes por partida.

Se mais de 12 mil rubro-negros foram ao Castelão ver o Flamengo contra o Ceará e mais de 7 mil corinthianos apoiaram o time na derrota contra o Cuiabá na Arena Pantanal - em ambos os casos os mandantes aproveitaram o tamanho das torcidas e abriram mais ingressos que o mínimo exigido pelo regulamento -, nenhum torcedor do Bragantino pagou para ver a estreia do time contra o Juventude, pela 1a rodada. Um único torcedor do time de Caxias de Sul teve um setor inteiro só pra ele diante do Atlético-GO.

O levantamento observou a venda de ingressos nos setores destinados à torcida do time visitante em todas as 380 partidas do 1° turno. Foram contabilizadas todas as partidas em que o time sem o mando de campo jogou em um estádio diferente do que costuma mandar seus jogos. O clássico entre Fortaleza x Ceará (com 30% de ingressos para os alvinegros), no Castelão; e o entre Atlético-MG x América, realizado no Independência, portanto, não foram considerados.

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Também ficaram de fora o confronto entre Juventude x Athletico, em que uma confusão nos arredores do estádio fez a polícia impedir a entrada da torcida do time paranaense; o Fla-Flu, que teve divisão igualitária de torcidas; o clássico goaino e os clássicos paulistas, que acontecem com torcida única.

BOTA E FLU BEM

Mesmo impedidos de verem seus times nas casas dos rivais em SP, Palmeiras e São Paulo aparecem em 3° e 4° lugares, comprovando sua capilaridade nacional mostrada na Pesquisa O Globo/Ipec. Junto com o Vasco, hoje na Série B, os quatro primeiros colocados do ranking de visitantes são os times com grande torcida que têm bons números em todas as regiões do país.

Boas surpresas foram, até aqui, as torcidas de Botafogo e Fluminense. Com pouco mais de 1% da preferência nacional na pesquisa, ficaram em 12° e 15°, respectivamente no ranking de maiores torcidas, mas foram 5° e 6° nos maiores públicos visitantes do primeiro turno. O Botafogo, inclusive, emplaca um dos 5 maiores públicos desse tipo do campeonato, quando mais de 4 mil alvinegros esgotaram seus ingressos no clássico contra o Flamengo, que teve 90% dos ingressos, no Mané Garrincha, em Brasília.

A novidade e empolgação com a SAF fez a torcida se engajar em viagens e atraiu o torcedor de outras regiões. No Fluminense, o motivo foi a ótima campanha da equipe de Fernando Diniz. A média cresceu bastante nas últimas rodadas, com alguns jogos com o setor esgotado, atingindo mais de mil pessoas por jogo, algo que só seis clubes conseguiram.

Atlético-MG e Santos ficaram em oitavo e nono e o Ceará completa o top-10, único com menos de 500 pagantes de média no setor. Entre setores lotados e vazios, ao todo, cinco partidas tiveram mais de 4 mil pessoas. E doze jogos viram menos de 10 ingressos serem vendidos para a torcida do time de fora.

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