Flamengo é denunciado por cantos homofóbicos no Maracanã em partida da Copa do Brasil

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - SEPTEMBER 15: Fans of Flamengo cheer on their team before a second leg quarter final match of Copa Do Brasil between Flamengo and Gremio at Maracana Stadium on September 15, 2021 in Rio de Janeiro, Brazil. For the first time after the beginning of COVID-19 restrictions, fans are being allowed back in the stadium for local games. In orther to access fans need to present a negative PCR test result and their COVID-19 vaccination card. (Photo by Wagner Meier/Getty Images)
Torcida do Flamengo no Maracanã em partida contra o Grêmio pela Copa do Brasil. Foto:(Wagner Meier/Getty Images)

O Flamengo foi denunciado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por cantos homofóbicos proferidos por sua torcida na partida contra a equipe do Grêmio válida pela volta das quartas de final da Copa do Brasil. O jogo terminou 2x0 para os rubro-negros e garantiu a classificação flamenguista para as semifinais da competição.

A Procuradoria do STJD recebeu a Notícia de Infração, apresentada pelo Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ com imagens em que era possível ouvir os gritos da torcida carioca. Nos vídeos, ouve-se o coro de "Arerê, gaúcho dá o c* e fala tchê".

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O entendimento da Procuradoria é de que o caso se enquadra no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O artigo em questão trata de "Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência".

Caso a denúncia seja aceita, a pena pode ser de suspensão pelo prazo de cento e vinte a trezentos e sessenta dias, além de multa, de R$ 100,00 a R$ 100 mil.

A equipe de arbitragem, o inspetor da CBF e o delegado da partida também foram denunciados. O árbitro Rodolpho Toski, os assistentes Bruno Boschilia e Victor Hugo Imazu dos Santos, o quarto árbitro Lucas Paulo Torezin foram enquadrados nos artigos 261-A e 266 do CBJD. O artigo 261-A fala sobre "Deixar o árbitro, auxiliar ou membro da equipe de arbitragem de cumprir as obrigações relativas à sua função." e tem pena prevista de suspensão de 15 a 90 dias, cumulada ou não, com multa de R$100 a R$1 mil. Já o artigo 266: "Deixar de relatar as ocorrências disciplinares da partida, prova ou equivalente, ou fazê-lo de modo a impossibilitar ou dificultar a punição de infratores, deturpar os fatos ocorridos ou fazer constar fatos que não tenha presenciado." e tem pena de suspensão de 30 a 360 dias, cumulada ou não, com multa de R$100 a R$1 mil.

Já o inspetor da CBF, Almir Alves de Mello, e o delegado da partida, Marcelo Viana, foram denunciados no artigo 191, onde se trata de "deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento: III de regulamento, geral ou especial, de competição". Esta punição pode gerar multa de R$ 100 a 100 mil.

O julgamento por parte da Comissão Disciplinar do STJD está previsto para a próxima segunda-feira (8).

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