Flamengo e Fluminense fazem clássico e obrigam Ceni e Roger a olhar além dos 90 minutos

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Rogério Ceni e Roger Machado entrarão no clássico de hoje, às 16h (de Brasília), na Neo Química Arena, sob pressão. O técnico do Flamengo é cobrado por desempenho; o do Fluminense, por resultado. Ao mesmo tempo que vencer um rival é importante, a proximidade das oitavas de final da Libertadores, marcadas para daqui a menos de dez dias, se torna prioridade. Sabendo disso, treinadores e comissões técnicas lutam contra o maior adversário: o desgaste físico.

Aproveite o embate entre titulares hoje e não se espante se Flamengo ou Fluminense optarem por equipes mistas nos jogos posteriores do Brasileiro. É a forma como Ceni e Roger tentam se equilibrar — ao mesmo tempo em que não podem tropeçar, precisam ter o elenco bem fisicamente para a Libertadores.

O Fluminense viaja dua 13 de julho até Assunção, no Paraguai, para enfrentar o Cerro Porteño. Um dia depois, o Flamengo estará na Argentina, para enfrentar o Defensa y Justicia. Até lá, o clássico de hoje e duas rodadas no caminho.

Ceni sabe que precisará poupar atletas. As derrotas para Bragantino e Juventude evidenciaram o problema e até mesmo a vitória sobre o Cuiabá — também com atuação ruim — ligaram o alerta. O treinador admitiu que retirou João Gomes de campo por precaução, por exemplo.

— João Gomes falou que estava um pouco cansado e na hora que vi o Diego saindo de maca tive que pensar no próximo jogo. Não posso só pensar nos 90 minutos — declarou.

A lesão do Diego Ribas é mais uma alerta para a comissão técnica. O meia de 36 anos foi submetido a avaliações médicas e não constatou ruptura sequer parcial no ligamento do local, o que seria um problema mais grave. Apesar disso, a torção gerou um leve estiramento e requer cuidados.

Nos próximos dias, o Flamengo terá a volta dos jogadores convocados para a Copa América. Porém, no caso da seleção brasileira, mesmo que Gabigol e Everton Ribeiro estejam liberados após o dia 10 — caso o Brasil chegue na final — haverá o desgaste do período de treinos e jogos na competição. Apesar de ganhar novas opções, o problema não será resolvido de imediato.

Encarar o Flamengo após uma sequência de quatro jogos sem vitória não é agradável para ninguém. Vindo de uma goleada sofrida dentro de casa então, menos ainda. Mas essa é a situação atual do técnico Roger Machado, que apesar de não correr risco de demissão neste momento, está sendo pressionado pelos torcedores. O Fla-Flu será um termômetro para o treinador, que pode ver a crise diminuir ou aumentar de vez.

Além de ter que encontrar soluções táticas e técnicas, os problemas físicos também aparecem como mais uma dificuldade. Hoje, o Fluminense é uma equipe que depende da intensidade para ter bons jogos. No atual esquema, os pontas acabando sendo desgastados. Faltam semanas livres, sobram problemas musculares.

— Essa instabilidade com Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil Libertadores acabam tirando um pouco dos trilhos o trabalho, que a gente espera retomar com saída de jogadores também do departamento médico, para gente buscar mais opções para esse clássico. Não tenha dúvida que o único clássico que a gente tem para disputar contra equipes do Rio de Janeiro, além de toda a responsabilidade que gera em cima desse jogo — declarou.

Até a partida diante do Cerro Porteño, em Assunção, no Paraguai, pelo jogo de ida das oitavas de final, no próximo dia 13 de julho, o Fluminense tem mais dois jogos para fazer pelo Brasileiro: diante do Ceará, no dia 7, em São Januário, e o mais incômodo diante do Sport, no Recife, no dia 10.

Com apenas três dias de diferença para um jogo no Recife e outro em Assunção, no Paraguai, a tendência é que o Fluminense poupe atletas. Difícil imaginar que a comissão técnica tricolor levará o elenco para uma desgastante viagem de 1.875 km do Rio de Janeiro até Pernambucano e mais 3.795 km de avião até a capital paraguaia. Iria contra o próprio treinador, que já reclamou do pouco tempo de descanso.

— O que a gente precisa fazer é recuperar os jogadores do ponto de vista emocional e dar confiança para que, dentro do modelo que a gente conseguiu os melhores momentos, a gente volte a fazer — disse Roger.

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