Flamengo encara o Palmeiras em clássico com rivalidade no campo e nas finanças

Igor Siqueira
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No primeiro turno, no Maracanã, o Flamengo não tomou conhecimento do Palmeiras e venceu por 3 a 0 -

Em meio à euforia pela virada sobre o Ceará, no Maracanã, que antecedeu a entrega da taça do Brasileirão, a torcida do Flamengo lembrou-se de um concorrente para provocar. O grito de “Palmeiras não tem Mundial” escancara a rivalidade aflorada nos últimos tempos — incluindo os jogadores —, extrapolando os limites do estado.

Por mais que o confronto deste diomingo, na Arena Palmeiras, às 16h, não vá mudar o destino de ambos na temporada, o simbolismo está no receio das autoridades. O temor por brigas fez a polícia deixar de garantir a segurança para a partida e recomendar a torcida única. A CBF acatou.

No aspecto técnico deste Palmeiras x Flamengo, há um claro conflito de ideias entre Jesus e Mano. O técnico brasileiro já disse que não viu nada de novo no trabalho do português. Mesmo com apresentações indiscutíveis, entre elas o 3 a 0 sobre o Palmeiras de Felipão, no primeiro turno.

Fora do campo, os clubes travam uma disputa no âmbito financeiro que mantém a dupla estável no topo da tabela. Em 2018, os paulistas tiveram R$ 654 milhões de receitas, enquanto o Rubro-Negro bateu R$ 516 milhões. Em 2017, a liderança foi do Flamengo: R$ 623 milhões, contra os R$ 503 milhões do Alviverde. Para 2019, os indicativos apontam novamente a soberania carioca.

— Essa rivalidade começou nas finanças e seguiu para a performance. Não é por que estão em estados diferentes que eles têm rivalidade menor. Não é só a questão territorial. E isso tende a permanecer na parte financeira e, consequentemente, na técnica — avalia Pedro Daniel, diretor executivo da EY.

Para o confronto deste domingo, o técnico Jorge Jesus não terá o zagueiro Pablo Marí, que foi à Espanha renovar passaporte, e o meia Éverton Ribeiro, reclamando de dores no joelho. O time deverá entrar em campo com Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Rhodolfo e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson, Reinier e Arrascaeta; Gabigol e Bruno Henrique.