Flamengo entra no modo 'deixou chegar', e título é chave para manter elenco qualificado

Diogo Dantas
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A um ponto do Internacional, o Flamengo e sua torcida ligaram de vez o modo "deixou chegar" para a reta final do Brasileiro. E o cenário de incertezas que rodeava o clube, se preparando para uma temporada mais discreta nos investimentos, pode ganhar um reforço chave. Caso conquiste o torneio nacional, a premiação na casa dos R$ 30 milhões vai ajudar a terminar o pacote de valorizações do elenco, que tem Arrascaeta e Gerson em situações pendentes, e fazer volume no até agora acanhado recurso disponível para novas contratações.

- Estamos em uma crescente. Temos que caprichar nos três jogos, e sabemos que ainda estamos atrás do Internacional. São momentos que não podemos oscilar - disse o meia uruguaio.

O pacote de vendas programado, com previsão de receita de R$ 150 milhões para bater o orçamento de 2021, ganhou mais um integrante. O zagueiro Thuler foi negociado ao Montpellier, da França. O empréstimo até o meio de 2022 vai custar R$ 1,3 milhão, mas a opção de compra ao fim do vínculo é de R$ 16 milhões. A ideia da diretoria é arrecadar aos poucos os valores necessários com alguns atletas vendidos.

Como a premiação do Brasileirão será em parte destinada a jogadores e funcionários do futebol, a diretoria se movimentou com antecedência e aprovou o empréstimo bancário de mais R$ 35 milhões em votação ontem no Conselho de Administração. O montante entra em cena para desafogar as despesas do início do ano e será importante mesmo em caso de título.

A conquista também pode influenciar na contratação do lateral-direito Rafinha. Clube e jogador seguem em conversas informais, mas ainda não foi tratado sobre valores. Caso o Flamengo seja campeão, o clima para agregar um atleta de peso, identificado, mesmo que com salário na média elevado, será melhor. E o clube também fica em posição mais confortável na mesa de negociações. O fracasso na disputa com o Inter pode pressionar a diretoria a trazer o jogador e acabar com isso pagando mais por Rafinha.

As cartas estão na mesa, dentro e fora de campo.