Flamengo já perdeu 75 mil sócios-torcedores em um ano

Jorge Nicola
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Portões fechados causaram perda de 50% dos sócios e um prejuízo de até R$ 30 milhões no ano (Alexandre Vidal/Flamengo)
Portões fechados causaram perda de 50% dos sócios e um prejuízo de até R$ 30 milhões no ano (Alexandre Vidal/Flamengo)

Início de novembro de 2019: o Flamengo caminhava rumo ao título do Brasileirão e da Libertadores e seu programa de sócios-torcedores alcançava incríveis 150 mil membros. Início de novembro deste ano e o Rubro-Negro, impactado pelos efeitos da pandemia do Coronavírus, registra apenas 74.134 associados, segundo o próprio clube.

A perda de 50% dos sócios-torcedores ou aproximadamente 75 mil pessoas em 12 meses vai causar um rombo superior a R$ 30 milhões nas contas do Flamengo, que estimava faturar R$ 96 milhões com seu programa ao longo de 2020. Nos nove primeiros meses do ano, foram R$ 52,5 milhões - a tendência é de que o faturamento não ultrapasse R$ 65 milhões até 31 de dezembro.

A debandada dos associados havia começado antes da pandemia, mas se acentuaram com a proibição na entrada de torcedores nos estádios. Em abril, eram 115 mil sócios-torcedores, contra 105 mil em maio, 95 mil em junho, 85 mil em agosto, 80 mil em setembro e 75 mil em outubro.

O número de 74.134 é da última atualização no site oficial do programa de sócios do Flamengo, na madrugada desta terça-feira. Não à toa, o presidente Rodolfo Landim foi o que mais batalhou pela volta do público aos estádios, ideia que acabou barrada pela CBF e por outros clubes da Série A.

Importante: o Vasco, maior rival do Flamengo no Rio, é hoje aquele com o programa mais numeroso de sócios-torcedores: 113.266, com quase 40 mil membros a mais.

Orçamento divulgado pelo Flamengo no início do ano previa R$ 96 milhões de faturamento com o sócio-torcedor
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No Procon: Além da perda de 75 mil sócios, o Flamengo ainda viu algumas centenas de seus torcedores se voltarem contra o clube. Foram vários os casos de rubro-negros que recorreram ao Procon reclamando da multa cobrada pelo clube devido à quebra do contrato de associado. Eles alegam, em geral, que só optaram por romper o acordo pela impossibilidade de assistirem aos jogos nos estádios.

Outros afirmam que perderam emprego ou se viram em dificuldades financeiras em decorrência da pandemia.

Balancete divulgado pelo Flamengo após o 3º trimestre de 2020 mostra receita bruta de R$ 52,5 milhões com o sócio-torcedor
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