Flamengo passará por perícia para calcular custo de serviço de empresa que levou calote após incêndio no Ninho

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A Justiça autorizou o início de uma perícia no Flamengo a pedido da empresa Anexa, para calcular o custo total do trabalho de investigação que a empresa fez para averiguar as condições do Centro de Treinamento Ninho do Urubu após o incêndio que matou dez jovens da base em 2019. O clube alega que o serviço não foi prestado como deveria e não pagou o valor acordado.

A Anexa, que em seguida foi contratada para a reconstrução da estrutura, entrou com ação indenizatória e alega que houve quebra unilateral do contrato de prestação de serviços. A empresa cobra reparação dos danos materiais e danos morais em processo que totaliza R$ 586 mil. Há também acusação de propina pedida por um funcionário do Flamengo.

A produção de provas pela empresa foi autorizada pela Justiça, e os dados passarão por análise de uma profisisonal: Ana Paula Corêa Bittencourt Sodré vai avaliar a documentação produzida pela Anexa, que contesta a alegação do clube de que não foi prestado o serviço corretamente. Entre os documentos, está o e-mail com a carta de recisão assinada pelo presidente Rodolfo Landim.

O Flamengo sabia das condições precárias do alojamento do CT da base que pegou fogo e nada fez desde 2018, conforme troca de e-mails entre ex-funcionários do clube e documentações. As inconformidades nas instalações elétricas dos ar-condicionados foram apontadas em relatório finalizado em março de 2019, pela empresa Anexa.

No parecer enviado à atual diretoria do clube, ao qual O GLOBO teve acesso, são listadas uma série de irregularidades que permaneceram no contêiner após o incêndio, como provam fotos feitas no local. Como o alojamento seria retirado para a inauguração do novo módulo profissional, não houve intervenções.

"As irregularidades abaixo não serão tratadas no momento, pois, conforme informação, o local será demolido e substituído por novas instalações até o final do ano de 2018, deixando claro que caso haja fiscalização e autuação o argumento mesmo que evidente não justifica a irregularidade, ficando a critério do órgão fiscalizador a penalidade ou intervenção", diz uma das trocas de e-mails.

Os documentos detalhados no relatório foram obtidos pela empresa com autorização do próprio Flamengo, que encomendou vistoria no CT ainda em fevereiro do ano passado.

O relatório ficou pronto em março e nunca foi divulgado. A Anexa exigiu acesso irrestrito às rotinas administrativas do Flamengo para emitir o parecer técnico sobre a possível causa do incêndio, entre e-mails, documentos e profissionais do clube.

A empresa usou os relatórios para provar que prestava serviço para o clube, embora este alegue que pagou um valor e não teve entregue o esperado.

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