Flamengo sofre com desfalques, joga mal no Castelão e é derrotado pelo Ceará

Marcello Neves
Jogadores do Ceará comemoram gol de Luiz Otávio (Pedro Chaves/AGIF)
Jogadores do Ceará comemoram gol de Luiz Otávio (Pedro Chaves/AGIF)

Seis desfalques para Domènec Torrent. Quatro poupados, um suspenso e outro por testar positivo à Covid-19. O tamanho da dor de cabeça enfrentada por um desfigurado Flamengo contra o Ceará ontem, no Castelão, está resumida no placar. Em meio a discussão sobre o rodízio promovido pelo técnico catalão, a derrota por 2 a 0 mostra que nem mesmo um dos elencos mais caros do Campeonato Brasileiro está livre de passar por dias ruins.

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A verdade é que o foco do Flamengo estava a 4.409 km de distância — em Quito, no Equador, onde enfrentará o Independiente del Valle na próxima quinta-feira, pela Libertadores. Por opção ou não, Dome precisou rodar o elenco e viu a sua equipe ficar desentrosada, lenta e longe da intensidade da qual estávamos acostumados.

A estratégia era clara: manter a posse de bola, rodar o jogo e acionar os pontas para clarearem as jogadas. O problema é que Michael e Vitinho tiveram atuações decepcionantes e pouco aproveitaram as infiltrações de Everton Ribeiro e Gabigol. As substituições também pouco fizeram efeito em um dia onde nada parecia dar certo.

Do outro lado, o Ceará — que não tinha nada a ver com isso — sabia o que queria e como iria fazer. Fechado, apostava nos contra-ataques e esperava um erro do Flamengo para marcar. Nos 11 primeiros minutos do segundo tempo, teve dois. No primeiro, Luiz Otávio subiu entre os dois zagueiros rubro-negros e cabeceou sem chances. Depois, um cruzamento da direita novamente no meio da defesa para Charles tocar às redes.

O golpe foi tão forte no Flamengo que pouco deixou forças para a reação. Na melhor chance, Diego cabeceou por cima o rebote de Prass. Ao ver a melhor chance da segunda etapa saindo, a sensação era de que o Rubro-Negro poderia continuar chutando que não conseguiria marcar.

Firme até o final, o Ceará até teve chance de fazer o terceiro, mas parou em César. Sinal da superioridade da equipe nordestina.

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