Flamengo supera expulsão da Gabigol e vence o Bahia de virada

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Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

A perseguição à liderança pressupõe resiliência. É uma palavra que está na moda, mas resume bem o ingrediente principal da atuação do Flamengo diante do Bahia no Maracanã. Poderia ter jogado a toalha e abdicado do jogo quando Gabigol foi expulso aos nove minutos de jogo. Poderia ter sucumbido mentalmente quando levou uma virada a galope no começo do segundo tempo. Mas a capacidade de reinvenção dentro de um jogo que ficou encardido dá ares épicos à vitória por 4 a 3.

Ao concretizar a virada aos 44 minutos do segundo tempo, o Flamengo manteve ao alcance das próprias mãos o título brasileiro. Ainda que a distância para o líder São Paulo seja de cinco pontos, o Fla tem um jogo a menos e lá na frente há um confronto direto com o tricolor.

Obviamente, vitórias de virada com um jogador a menos durante a maior parte do tempo são fruto de construções coletivas. Vitinho foi o autor do quarto gol, mas a história foi longa até lá. E outros nomes merecem ser enumerados.

A começar por Bruno Henrique. Foi um primeiro tempo de almanaque do atacante. Um golaço aos quatro minutos e, já com Gabigol expulso, desafogou o ataque para servir Isla, gerando o 2 a 0 que, pelas circunstâncias, parecia até improvável.

O cartão vermelho dado a Gabigol é um capítulo à parte. O árbitro Flávio Rodrigues de Souza não tolerou um xingamento dito por Gabigol. Aos 45 minutos, quando o Fla já tinha virado, também expulsou Daniel, em situação aparentemente igual.

Mas o Flamengo, claro, sofreu mais com a decisão do árbitro. Jogadores, comissão técnica e até diretoria reclamaram muito. Só que não dá para atribuir exclusivamente à expulsão a forma com a qual o time voltou para o segundo tempo. No Bahia, Mano Menezes alterou o posicionamento ofensivo colocando Gabriel Novaes e o Fla não conseguiu conter o adversário. Aos 13 minutos, já estava 3 a 2.

Rogério Ceni respondeu colocando Pedro em ação. Assim, o enredo do jogo deu outra guinada. Além de marcar o terceiro do Flamengo, de peito, ele serviu Vitinho para marcar o gol que coroou o esforço rubro-negro.