Flamengo volta a debater sobre novo executivo no futebol um ano após demitir Pelaipe

Diogo Dantas
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Divulgação

Entre os assuntos não tratados no encontro pessoal entre os dirigentes do Flamengo e o elenco, nesta terça no Ninho do Urubu, está a necessidade da contratação de um profissional para exercer a função que era de Paulo Pelaipe até o começo de 2020, quando acabou demitido.

Os funcionários remunerados que estão no clube não atuam como poderiam no elo entre o Ninho e a Gávea e na gestão do grupo. A ala da diretoria que decidiu extinguir o cargo por sobreposição de funções aparentemente voltou atrás, e o fim do ano promete reavaliação e reformulação nesse sentido.

A ideia de contratar tal peça já esteve presente em outros momentos desde a saída de Jorge Jesus. O vice de futebol Marcos Braz alega que sempre foi a favor disso, mas a ala que o isola, ligada a Bap e Rodrigo Tostes, enxerga resistência na entrada de uma figura de poder para dividir as atenções com o dirigente amador.

O exemplo citado por alguns é de Bruno Spindel, que foi alçado ao cargo de diretor para ter papel ativo junto ao grupo, mas anda sempre sob o chapéu de Braz.

A terça-feira foi quente no Ninho do Urubu, e não apenas pelo calor do verão do Rio de Janeiro. Do lado de fora do centro de treinamento, torcedores protestaram contra jogadores e o técnico Rogério Ceni. Dentro, o presidente Rodolfo Landim marcou presença para se reunir com os jogadores do Flamengo antes do treino.

A conversa durou cerca de 30 minutos e não contou todo o tempo com a participação de Rogério Ceni, que após o papo comandou treinamento e também se reuniu com os atletas para uma conversa particular.

Mas isso não quer dizer que o técnico não teve respaldo da diretoria. Pelo contrário. O recado foi de que os dirigentes estão com o treinador. “Está firme”, bancou um deles.

A reunião contou com a presença do vice de futebol Marcos Braz e do diretor Bruno Spindel. Membro do Conselho de Futebol, Diogo Lemos também se juntou ao grupo.

Outros vice-presidentes, como Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e Rodrigo Tostes, não compareceram no CT. Também não participou da reunião o supervisor Gabriel Skinner, assim como o ex-zagueiro Juan.