Após abraço em Lula, ex-ministra de Bolsonaro pede desfiliação do PL

Flávia Arruda, ex-ministro de Bolsonaro, abraça Lula em posse do petista - Foto: Reprodução/Twitter
Flávia Arruda, ex-ministro de Bolsonaro, abraça Lula em posse do petista - Foto: Reprodução/Twitter

Nesta segunda-feira (2), Flávia Arruda, ex-ministra da Secretaria de Governo da Presidência da República do governo de Jair Bolsonaro (PL), pediu a desfiliação do Partido Liberal (PL).

A saída da ex-ministra do partido foi motivada após ela, que presidia o partido no Distrito Federal (DF), ter comparecido à posse presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (1º). Durante a transmissão da cerimônia, foi registrado um abraço entre ela e o petista.

Além dela, o marido, o ex-governador do DF José Roberto Arruda, também pediu desfiliação do partido. Ambos estiveram com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na tarde desta segunda (2). Com a sua saída, a sigla deve ser comandada pela deputada federal Bia Kicis.

Em nota oficial que formalizou a saída do partido, Flávia citou que o PL estava com uma bancada comandada por lideranças ‘fortes e motivadas’.

“Me desfilio hoje do Partido Liberal com certeza, tranquilidade e sentimento de dever cumprido no meu mandato, no ministério e na presidência regional. Entrego um partido com a maior bancada do DF, lideranças fortes e motivadas”, disse em nota oficial.

Ainda no documento Flávia citou "os fatos das últimas eleições" e seus “ideais democráticos” para sair do partido.

"Considerando os fatos das últimas eleições, o posicionamento do partido e meus ideais democráticos, sigo em um novo caminho com os sinceros votos de que a política continue sendo espaço de respeito, diálogo e busca de um Brasil melhor".

Flávia tentou uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2022. Ela, no entanto, ficou em segundo lugar e perdeu a disputa para a também ex-ministra de Bolsonaro Damares Alves.

No pleito eleitoral de 2018, Flávia foi a candidata mais bem votada da capital para o cargo de deputada federal.

Flávia Arruda como deputada, assumiu cargos dentro da Câmara e participou de projetos relacionados à violência contra a mulher.

Antes do cargo como deputada federal, Flávia foi candidata a vice-governadora na chapa com Jofran Frejat (PR-DF), em 2014, como substituta do marido. Na época, José Roberto Arruda foi considerado ficha-suja pelo envolvimento na Operação Caixa de Pandora, também conhecida como Mensalão do DEM.