Flávio Bolsonaro anuncia que Aliança desistiu das eleições de 2020

Comunicado oficial foi feito por Flávio Bolsonaro, vice-presidente do Aliança. (Foto: Reprodução/Twitter)

O senador Flávio Bolsonaro anunciou que o Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pretende criar, não participará das eleições de 2020. O comunicado oficial de Flávio, vice-presidente do partido, foi publicado na conta do Twitter da tesoureira da legenda, a advogada Karina Kufa.

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No vídeo, o filho de Bolsonaro afirma que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), responsável por analisar a autenticidade das fichas de apoio à criação do partido, tem dado “todo suporte técnico”, mas que mesmo assim foi uma decisão política do núcleo do Aliança manter-se fora da disputa eleitoral deste ano.

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“Ele (Aliança pelo Brasil) infelizmente não vai viabilizar a tempo (...). Há uma decisão política nossa de que é melhor a formação do partido acontecer com bastante calma. Não tem porque ter pressa já para esse ano (2020). Nós queremos um partido para o resto da vida”, afirmou Flávio.

FICHAS DE APOIO

Segundo o senador, a equipe do partido já teria contabilizado “matematicamente” mais de um milhão de fichas de apoio para criação do partido.

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Para poder disputar as eleições, o Aliança precisa coletar e comprovar em cartório a veracidade das assinaturas de 491,9 mil eleitores. Até agora, o partido de Bolsonaro já apresentou mais de 80 mil fichas assinadas ao TSE, mas menos de 2% foram aprovadas - exatamente 6.605 fichas. Outras 13,7 mil foram rejeitadas pelos técnicos da Corte, incluindo a dos sete apontados como mortos. O restante está em análise.

Nesta semana, o jornal O Estado de São Paulo revelou que ao menos sete assinaturas que constam nas fichas de apoio apresentadas ao TSE são de eleitores já falecidos. Segundo a tesoureira da sigla, a advogada Karina Kufa, uma verificação interna vai ser conduzida pelo partido para verificar como essas assinaturas de eleitores mortos foram parar nas listas apresentadas ao TSE.

Um dos casos de assinaturas irregulares do Aliança, segundo Karina, diz respeito a um apoiador assinou a lista em 26 de janeiro e morreu em 22 de fevereiro. Um outro integrante do Aliança, que pediu ao Estado de São Paulo para não ser identificado, citou a possibilidade de os nomes terem sido incluídos de propósito na lista entregue ao TSE como forma de boicote.

O ALIANÇA

O Aliança pelo Brasil será comandado por Bolsonaro e terá o senador Flávio Bolsonaro, seu primogênito, como vice-presidente. Completa a cúpula da legenda o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Admar Gonzaga, que será o primeiro-secretário, além de Karina Kufa na tesouraria.

A comissão provisória de trabalho do partido é integrada por outras 11 pessoas, entre eles o filho homem mais novo do presidente, Jair Renan Bolsonaro, e dois assessores do seu gabinete no Palácio do Planalto, Sérgio Rocha Cordeiro e Tércio Arnaud. Assessor do deputado Eduardo Bolsonaro, Carlos Eduardo Guimarães também está no grupo.

No evento de criação do partido, o próprio Bolsonaro afirmou que o partido não deve disputar as próximas eleições de 2020 caso não sejam aceitas as assinaturas de forma eletrônica.