Flavio Bolsonaro pede que autoridades evitem cremação de Adriano, 'brutalmente assassinado na Bahia'

RIO - No fim da manhã desta quarta-feira, o senador Flavio Bolsonaro recorreu às redes sociais para pedir às autoridades que evitem a cremação do corpo do ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega. Em uma publicação no seu perfil do Twitter, o parlamentar afirmou ter recebido a denúncia de que "há pessoas acelerando a cremação de Adriano da Nóbrega para sumir com as evidências de que ele foi brutalmente assassinado na Bahia". A família de Adriano pretendia cremá-lo na manhã desta quarta-feira, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária do Rio. A cremação, no entanto, não foi autorizada pela Justiça do Rio.

A mãe e a ex-mulher do ex-capitão do Bope, Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa, foram lotadas no gabinete de Flavio Bolsonaro quando era deputado estadual, em 2018. No mês passado, a família do miliciano foi acusada pelo MP de participar de um suposto esquema de rachadinha no gabinete do parlamentar, na Alerj. Segundo o pedido de busca e apreensão feito pelos promotores, as duas teriam transferido R$ 203 mil para Fabrício Queiroz, ex-assessor do filho do presidente.

Em 2003, Flavio Bolsonaro homenageou Adriano com uma moção de louvor e congratulações da Alerj. O texto da moção de número 2.650/2003 dizia que o ex-capitão do Bope, que na época era primeiro-tenente, seria homenageado "pelos inúmeros serviços prestados à sociedade".

Um trecho da justificativa, assinada pelo então deputado Flávio Bolsonaro, dizia: "no decorrer de sua carreira, atuou direta e indiretamente em ações promotoras de segurança e tranquilidade para a sociedade, recebendo vários elogios curriculares consignados em seus assentamentos funcionais. Imbuído de espírito comunitário, o que sempre pautou sua vida profissional, atua no cumprimento do seu dever de policial militar no atendimento ao cidadão. É com sentimento de orgulho e satisfação que presto esta homenagem".