Flávio Dino celebra ação da PF contra terroristas: "Democracia venceu"

Polícia Federal deflagrou operação em diversos estados do Brasil

Flávio Dino exaltou operação da PF (Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Flávio Dino exaltou operação da PF (Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)

Ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Dino se manifestou sobre a operação da Polícia Federal que mira novos financiadores e participantes dos atos terroristas do último dia 8, em Brasília.

Para o líder da pasta, a ação realizada nesta sexta-feira (20) é uma prova de que "a democracia venceu".

"A Polícia Federal segue investigando os crimes contra a nossa Pátria perpetrados por golpistas e seus aliados. O trabalho técnico é contínuo e de acordo com a lei. Medidas cautelares e coercitivas obedecem às ordens do Poder Judiciário. A democracia venceu e vencerá", escreveu no Twitter.

Entenda a operação

A primeira fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada pela PF, expediu oito mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão nas seguintes localidades:

A operação mira em investigados pelos crimes de:

  • abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

  • golpe de Estado;

  • dano qualificado;

  • associação criminosa;

  • incitação ao crime;

  • destruição;

  • deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

As investigações, segundo a corporação, continuam. A Polícia Federal pede para que, caso alguém tenha informações sobre pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os ataques do último dia 8, encaminhe a identificação para o e-mail denuncia8janeiro@pf.gov.br.

Manutenção das prisões preventivas

Nesta quinta-feira (18) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva de 386 acusados de participarem dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, em que bolsonaristas radicais invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o STF e o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, em Brasília.

O ministro também decidiu colocar 115 investigados em liberdade, mediante a adoção de medidas cautelares como:

  • Proibição de ausentar-se da comarca;

  • Recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins de semana;

  • Obrigação de se apresentar à Justiça quando forem convocados e todas as segundas-feiras;

  • Proibição de sair do país

  • Cancelamento de todos passaportes emitidos no Brasil;

  • Suspensão de qualquer documento de porte de arma de fogo e de certificados de registro para realizar atividades de colecionamento de armas;

  • Proibição do uso de redes sociais;

  • Proibição de se comunicar com outros investigados por qualquer meio.