Flexibilização do isolamento social no RJ coloca cidade em risco, diz Fiocruz

Natalie Rosa

Com a flexibilização das normas de isolamento social no Rio de janeiro, a Fiocruz acredita que a propagação do novo coronavírus seguirá na ativa, consequentemente aumentando o número de infectados, mesmo que haja uma desaceleração.

De acordo com o instituto, como ainda não há um tratamento comprovadamente eficaz contra a COVID-19, tampouco uma vacina, o processo de distanciamento social deve ser necessário por um longo período de tempo, podendo chegar até 2024.

"A adoção das medidas de distanciamento social resulta em custos econômicos, mas adotá-las parcialmente ou renunciar a elas pode significar não só custos maiores, mas também graves impactos para a saúde. Podem gerar dezenas de milhares de óbitos que seriam evitáveis", conta o estudo.

Na cidade do Rio de Janeiro, o número de infecções vem apresentando crescimento, segundo dados obtidos pela Fiocruz. A evolução da doença também é comparada com todo o Brasil e a Itália, onde houve um grande número de mortes e exige medidas mais rigorosas de isolamento social.

Imagem: Pixabay

O estudo aponta ainda para a escassez de leitos de UTI não só na cidade como no estado do Rio de Janeiro, com cerca de 300 pacientes na espera por um leito de internação e 220 para a UTI. "Na capital, alguma redução na fila tem sido alardeada como melhoria no quadro, mas efetivamente, o alto número de mortes mostra que o problema não está resolvido", conta a pesquisa, afirmando ainda que cerca de 20% das pessoas contaminadas estão precisando de cuidados médicos.


Fonte: Canaltech