Flexibilização no Rio pode ser freada se necessário, segundo prefeito Eduardo Paes

Lívia Nadler
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RIO - Mesmo em bandeira roxa, risco "muito alto" para a Covid-19, e a fila ainda grande para vaga em UTIs, a prefeitura do Rio aposta na conscientização dos cariocas para flexibilizar medidas de isolamento social. O prefeito Eduardo Paes afirma que segue investindo na fiscalização, mas que pode voltar atrás se o números de mortes e internações subirem.

- Se houver necessidade de medida restritiva, assim será feito. Chegando vacinas, vamos vacinar. Não posso falar sobre vacinas que ainda não chegaram - afirmou Paes.

Após Niterói voltar atrás e anunciar, nesta sexta-feira, que vai manter as escolas do ensino fundamental fechadas, o prefeito do Rio, que manteve a abertura deste segmento para esta segunda, garantiu que os municípios vizinhos continuam alinhados em relação às medidas restritivas. Segundo Paes, o Rio está em um momento melhor e as diferenças na flexibilização ficaram por conta da realidade de cada cidade.

- Nós respeitamos o período epidemiológico de 10 a 14 dias para começar a flexibilizar. Conversei com o prefeito Axel Grael na quarta-feira. Nosso entendimento é que Niteroi está com números piores, uma semana atrás do Rio. Os nossos secretários de Saúde Rodrigo Oliveira, de lá, e Daniel Soranz fizeram essa leitura - declarou.

Durante a prestação de contas das metas assumidas para os 100 primeiros dias de governo, Eduardo Paes destacou as ações realizadas pelo município no combate à pandemia e reafirmou que as escolas passaram a ser prioridade, sendo as últimas a fechar e primeiras a abrir.

- Abrimos mais 383 leitos para tratamento de Covid-19, mais de 1 milhão de vacinados, o Hospital Ronaldo Gazola está funcionando a pleno vapor, implantamos drive thru para vacinação e criamos comitê científico para avaliar a pandemia. Na educação, encontramos a cidade com um dos cenários mais graves, não havia nenhum plano de retomada das aulas, algo que o secretário Ferreirinha teve que fazer em um curto espaço de tempo.

Das metas que não alcancamos, o que mais me deixa triste são as clínicas da família. A Covid consome todos os esforços e recursos. Até o final do ano acredito que as clínicas da família estarão funcionando em sua plenitude - disse o prefeito.