Flordelis completa 30 dias presa, sem visitas, mantida em cela para detentas com comorbidades e participando de cultos

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  • Acusada de ser mandato da morte do marido, ex-deputada está presa no Complexo de Gericinó

  • Pastora aguarda julgamento de HC que pede a revogação de sua prisão preventiva

  • Segundo defesa, Flordelis não recebeu visita de nenhum de seus familiares

A pastora Flordelis dos Santos de Souza completa um mês presa nesta segunda-feira. Ela está na penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, acusada de ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo. A ex-deputada federal aguarda o julgamento de um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio no qual pede a revogação de sua prisão preventiva.

De acordo com a advogada Janira Rocha, a única a visitar Flordelis nesses 30 dias encarcerada, a pastora ocupa uma cela reservada para pessoas com algum tipo de comorbidade em razão de seu estado de saúde. A ex-parlamentar faz uso de medicação controlada por causa de sequelas causadas por um AVC.

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Ainda segundo Janira, Flordelis gasta boa parte de seu tempo atrás das grades na biblioteca, onde faz a leitura de livros religiosos e de Ciência Política, graduação que fazia antes de ser presa. Ela também participa de pequenos cultos dentro da cadeia, junto com outras presas. A pastora faz apenas operações com as outras internas, sem conduzir qualquer cerimônia.

— São cultos coletivos, pequenos, onde todas oram, não dá para dizer que ela está pastoreando na cadeia. Mas há um assédio das outras presas nesse sentido — relata Janira.

Flordelis não recebeu visita de familiares

Flordelis fez sua defesa no plenário da Câmara (Crédito: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
Flordelis fez sua defesa no plenário da Câmara (Crédito: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

De acordo com a advogada, Flordelis não recebeu visita de nenhum de seus familiares. Quatro deram entrada com pedidos para se cadastrarem como visitantes, mas dois tiveram solicitação negada por possuírem apenas vínculo afetivo com a pastora. Outros dois ainda não tiveram respostas sobre os requerimentos.

Além do habeas corpus pedindo para responder o processo em liberdade, Flordelis aguarda o julgamento de um recurso contra decisão da juíza Nearis dos Santos Carvalho, da 3ª Vara Criminal de Niterói, determinando que a pastora vá a júri popular por ser mandante da morte do marido.

— Ela, obviamente, está muito triste, mas esperançosa de uma decisão favorável à que aguarde o júri em casa — relata Janira.

Flordelis foi presa na noite de 13 de agosto, dois dias após ter perdido seu cargo de deputada federal. Ela teve o mandato cassado após os deputados terem entendido que a pastora cometeu quebra de decoro parlamentar. A prisão preventiva — sem prazo para terminar — foi decretada pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce.

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